Porto Alegre – O ex-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto (PPS), foi aclamado hoje pelos 150 participantes do Encontro Estadual do PPS como candidato à sucessão do governador Olívio Dutra (PT). - Mesmo sem assumir formalmente a candidatura - pediu alguns dias de prazo para anunciar a decisão - Britto discursou em clima de campanha e deixou escapar que a estratégia do partido é amarrar, para o segundo turno, as alianças que não puderem ser feitas agora.
As pesquisas indicam que o ex-governador e o ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT), tendem, por larga margem de votos sobre os demais, ir para a rodada decisiva das eleições.
Britto atacou o principal adversário dizendo que o PT precisará de tempo para explicar as relações com o Clube de Seguros da Cidadania - a entidade que teria usado recursos da campanha política para comprar sua sede e cedê-la ao partido - e a perda da fábrica da Ford para a Bahia. E dirigiu elogios ao PFL, potencial aliado que poderá indicar o deputado estadual Germano Bonow como vice na chapa do PPS, se o partido não lançar candidato à Presidência da República.
O acordo nacional entre o PDT e o PTB determinou que a Frente Trabalhista apoiará o pedetista José Fortunati e deixou o PPS sozinho no Rio Grande do Sul. Mas Britto rejeitou a condição de isolado, lembrando que tem de 2 a 3 milhões de pessoas, que o colocam na condição de líder nas pesquisas, ao lado de Genro.
O potencial eleitoral, no entanto, sofre limitações de outros condicionantes, como o tempo de exposição na propaganda gratuita na televisão, de apenas 30 segundos.

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