Brasília - A poupança voltou a apresentar captação positiva em maio, depois de dois meses de saques, segundo o Banco Central. No mês passado, os depósitos feitos na caderneta superaram os resgates em R$ 1,881 bilhão, movimento que fez com que o saldo acumulado no ano voltasse a ser positivo: entre janeiro e maio, a captação foi de R$ 357 milhões.
Esse resultado ocorreu justamente num período em que vieram a público notícias de que o governo pretendia reduzir o rendimento da caderneta para impedir que, no atual cenário de queda dos juros, a aplicação atraísse um número grande de investidores acostumados a colocar seu dinheiro em fundos de renda fixa. O problema estava no retorno fixo de 0,5% ao mês (mais a variação da TR) oferecido pela poupança, sendo mais atrativo.
No mês passado, o governo anunciou que, para contornar esse obstáculo, pretende agir em duas frentes: de um lado, reduzir a alíquota do IR que incide sobre os fundos de investimento. Por outro, passar a tributar as aplicações de grande valor na caderneta.
O anúncio das medidas pode ter ajudado a tranquilizar o poupador que estava com medo de uma alteração maior nas regras da caderneta - e, por isso, vinha evitando a aplicação.

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