Posse e medidas de Obama podem atenuar crise
Se a crise financeira em todo o mundo originou-se da quebra de um banco norte-americano e gerou uma avalanche mundial, pode ser também a partir dos Estados Unidos que se deflagre um processo em contrário porque um novo presidente está prestes a assumir na poderosa nação e anuncia medidas vigorosas para revitalizar a economia do país. E o que acontece nos EUA tem repercussão (negativa ou positiva) em todo o planeta. Isto comprovou-se por um fato isolado que foi a debacle do banco Lehman & Brothers em setembro último.
Crises financeiras se alastram por um impacto mais forte que ocorra aqui e ali, mas muito mais acentuadamente se o epicentro for aquele grande país, porque para onde ele pender, penderá a humanidade. Nações mais sólidas podem resistir por mais tempo mas também sofrerão consequências. Não é, portanto, uma hipótese fantasiosa o início da reposição da ordem econômica após a posse e a adoção das providências anunciadas pelo futuro presidente.
Barack Obama já formou sua equipe principal, constituída de gente altamente capacitada, conforme a avaliação da imprensa norte-americana, e já está operando, até onde possível. O vice-presidente Joe Biden já está incumbido de dirigir uma equipe de trabalho para atender às famílias de classe média afetadas pela crise, sem desprezo do atendimento aos setores macroeconômicos, porque sem um capitalismo forte a produção e os empregos não subsistirão. Contrariando o que muitos esperavam, Obama não está se cercando de apaniguados políticos, eventualmente despreparados, mas de secretários (como lá se denominam os ministros) que já atuaram no centro do poder, inclusive no Governo Bush. Há os que condenam esses pontos de continuísmo, mas o mundo olha mais confiante para o homem que chega ao poder no topo do mundo. A mais árdua tarefa a que Obama se dedicará na arrancada de seu governo será o enfrentamento da crise, com um plano de criar três milhões de empregos nos próximos dois anos.
O programa de reativação da economia pode chegar a investimentos, de imediato, de até 1 trilhão de dólares, mais a adoção de outras medidas estratégicas que deverão ir surgindo. O mesmo reflexo do crash do banco pode ocorrer em sentido contrário com esse programa emergencial do novo governo americano. Se a crise teve início nos Estados Unidos, também pode extinguir-se a partir desse ponto.





