PORTO SECO DE LONDRINA - Operações podem começar em julho
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Célia Polesel<BR>Reportagem Local 
Após dez anos de expectativa, Londrina terá um Porto Seco. Mauro Viecili, presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (IDEL), fala à FOLHA sobre o assunto. Segundo ele, a parte aeroportuária estará pronta em 1º de julho. A terrestre pode demorar um pouco mais de tempo. ''Vamos tentar equalizar para que funcione mesmo precariamente.'' A Infraero será a operadora do Porto.
Qual a vantagem do Porto Seco?
O Porto Seco é colocado em um ponto específico, estratégico, e faz a função da liberação para importação e exportação da mercadoria. É facilitador. Quando há um local estratégico, como este em Londrina, a mercadoria já sai liberada pela Receita e vai diretamente para área de embarque, ganha-se um tempo muito grande na exportação. Na importação a mesma coisa, o desembaraço é feito na porta da empresa. E como conseguimos o Porto Seco dentro de um local mais estratégico ainda, o aeroporto, então o embarque e desembarque de mercadoria via aérea é muito mais ágil, rápido.
Quem é responsável pelo gerenciamento?
A Receita é responsável pela condução e acompanhamento. No caso específico de Londrina, a Infraero será a operadora. Por ela ser uma empresa praticamente pública, toda parte burocrática de licitação e acompanhamento da receita foi liberada.
Foram necessárias obras de infra-estrutura?
As obras foram poucas, até porque o armazém estava pronto. Reestruturamos toda a parte de cabeamento, fiação elétrica e informática.
Em que fase está?
Em fase de credenciamento pela Receita Federal. Quando a Receita liberar, entra a questão das obras que a Infraero vai ter de executar para que a área seja disponibilizada.
O investimento é apenas da Infraero?
Qual a contrapartida do poder público?
Existe a questão interna deles, o aumento de pista, a estruturação do armazém, do hangar, a parte viária interna. A parte externa é a contrapartida do município, o asfaltamento, as vias de acesso, duplicação de um pedaço da Rua Bolívia, para que os caminhões façam o trajeto pela Avenida 10 de Dezembro.
Existe demanda na região? O Porto Seco de Maringá, por exemplo, fechou as portas...
Numa primeira reunião com a Infraero, Receita Federal e empresas que participam do Caminho do Exportador, ligadas à Acil, tivemos a participação de mais ou menos 120 empresas. Isso mostra que temos muitos exportadores e também importadores, não só de Londrina, mas de toda a região.
Então essas empresas passarão a utilizar o serviço...
Exatamente, devido à agilidade na importação e exportação e redução de custos porque vai estar na porta de casa. Não é uma coisa que acontece no primeiro momento, isso nós já sabemos. Quando você faz uma coisa que funciona e que tem credibilidade as empresas deixam de operar onde estão e começam a vir em busca do bom serviço. Aí foi a grande parceria, a Infraero é a melhor do Brasil hoje e uma das melhores no mundo na questão de alfandegamento.
Mas temos problemas no Aeroporto de Londrina...
Não vai ser problema. Já foi feita para a Infraero a doação, estamos na fase documental, de 360 mil metros quadrados. A pista vai ser aumentada em 700 metros e teremos um aeroporto internacional. A obra deve ter início em janeiro de 2008, já está no orçamento da Infraero, está aprovado, o estudo está pronto, então provavelmente em pouco tempo vamos ter um aeroporto internacional, não só de carga, mas de passageiro.
A população também ganha?
Ganha. Primeiro emprego, vamos ter uma operação maior dentro do aeroporto. Podem dizer que vão ser técnicos da Receita que vêm de fora, bom sejam bem-vindos, porque os salários são bem maiores, vão trazer família então vai beneficiar o comércio, escolas. E os daqui ganham porque a parte operacional, técnica aumenta a empregabilidade.


