São Paulo - A demissão de funcionários que enviaram mensagens pornográficas pela Internet, promovida pela General Motors do Brasil esta semana, levou o movimento sindical a incluir o assunto nas negociações trabalhistas que serão realizadas daqui em diante. Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, as duas maiores centrais sindicais do País, informaram ontem que o uso de correios eletrônicos internos e a violação das mensagens passarão a fazer parte parte dos acordos coletivos.
Na terça-feira, a GM comunicou aos funcionários a dispensa de 33 pessoas envolvidas com o recebimento e envio de e-mails com conteúdo obsceno. Ontem, entretanto, teria voltado atrás em alguns casos, mantendo, porém, o corte de 17 trabalhadores, a maioria da fábrica de São Caetano do Sul. Outros 111 receberam advertência por escrito. A direção da montadora se recusa a comentar os cortes, dizendo tratar-se de assunto interno.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical - entidade à qual os metalúrgicos de São Caetano são filiados – considerou as demissões ‘‘um exagero da GM’’. Ele disse que o assunto é polêmico e deve entrar na pauta de discussões de acordos coletivos. ‘‘Vamos pensar uma forma de tratar o assunto nas próximas convenções coletivas’’, disse.

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