Por uma vida mais saudável
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segunda-feira, 03 de janeiro de 2011
Kalinka Amorim<br>Reportagem Local 
A qualidade de vida é um tema cada vez mais em foco. Está presente na mídia, nas conversas informais e já chegou também nas empresas. Até pouco tempo atrás o que parecia ser perda de tempo, depois de relatos de empresas que investiram em programas relacionados ao bem-estar do trabalhador, se mostrou uma necessidade que faz toda a diferença nos resultados. Empresas que já investem na qualidade de vida para o cotidiano de seus colaboradores têm colhido seus frutos.
Em Londrina a iniciativa de promover projetos visando a satisfação pessoal dos colaboradores têm mostrado resultados. A reportagem da Folha conversou com funcionários e especialistas da área para ver de perto o que muda na vida da corporação quando o funcionário está mais feliz.
Rosana Emika Kato, analista de recursos humanos da PUC-PR e coordenadora do Programa de Peso, realizado recentemente pela primeira vem no campus Londrina, reconhece que os hábitos mudaram e que houve uma melhora significativa na qualidade de vida dos colaboradores. ''Direcionar os funcionários dentro do horário de trabalho para terem esse tipo de atividade melhora a autoestima e o rendimento das funções. Além de demonstrar preocupação com a saúde deles, o programa trouxe mais alegria, disposição e diminuiu o número de atestados apresentados. Outra vantagem é que a integração interpessoal dos colaboradores melhorou'', diz.
Para ela, muitas das pessoas que participaram do programa não têm tempo suficiente para se dedicarem à qualidade de vida e à saúde como um todo, como deveriam. ''Por isso, durante o programa otimizamos a realização de avaliações físicas, médicas, nutricionais e palestras com equipe multidisciplinar que focaram aspectos psicológicos e médicos'', salienta.
Ao todo, 98 colaboradores dos quatro campi PUC-PR foram companhados por especialistas em educação física, nutrição e áreas médicas. Em Londrina, foram 11 os participantes e alguns levaram as boas práticas para a vida em família, fazendo exercícios e cuidando da alimentação. ''Nem todos perderam peso. até porque esse não era o objetivo de alguns, mas sim melhorar as condições de saúde e o condicionamento físico. Acredito que esse objetivo tenha sido plenamente cumprido'', explica Eduardo Sérgio da Silva, que orientou e acompanhou os exercícios físicos.
A pesagem final revelou que ao total foram perdidos 11 quilos, sendo que alguns colaboradores chegaram a perder até três quilos.''O programa foi aplicado às terças e quintas-feiras, durante o horário de expediente, por quatro meses, com um objetivo em comum: a qualidade de vida'', informa Rosana.
Autoestima restaurada
Leonir Nardi, 45 anos, assessor do núcleo de pastoral da universidade vê o projeto como uma preocupação com o aspecto humano do corpo de colaboradores. Ele, que sempre foi muito dinâmico e adepto de atividades físicas, viu no programa uma forma de resgate da autoestima. ''Esse programa veio despertar a dinamicidade na vida das pessoas. A maioria dos funcionários tem uma rotina de sedentarismo. Meu objetivo não era perder peso, era o cuidado com a saúde, e a diminuição da circunferência abdominal, que foi alcançado'', conta ele.
Fábio Cordeiro da Silva, auxiliar administrativo da universidade, considera que o sedentarismo e a obesidade têm tomado conta dos ambientes corporativos. ''Os funcionários sentam, trabalham, comem, ficam acomodados, engordam e perdem qualidade de vida. E eu me incluo nesse time'', conta ele, que quando entrou na empresa há dois anos e de lá para cá ganhou oito quilos. ''Me sentia muito cansado e não fazia mais exercício físico algum. Com o programa consegui emagrecer dois quilos e passei a jogar bola duas vezes por semana. Em 2011 irei me matricular na natação'', diz com empolgação.


