Não foi surpresa a demissão, nesta segunda-feira (8), pelo presidente Jair Bolsonaro, de Ricardo Vélez Rodríguez do cargo de ministro da Educação. A expectativa, nos últimos dias, era quem assumiria uma das pastas mais importantes do governo federal no lugar do colombiano radicado em Londrina há cinco anos. A confirmação do nome do ex-professor universitário Abraham Weintraub veio na sequência. Atualmente ocupando a secretaria executiva da Casa Civil, Weintraub é economista e teve passagem pela iniciativa privada. O perfil técnico do novo ministro e a experiência em gestão são, provavelmente, as maiores apostas do presidente Bolsonaro para contrapor as crises detonadas pela atuação de grupos adversários nestes três meses desde a posse de Vélez no começo de janeiro. Foram pressões diversas e críticas de dentro e de fora do executivo nacional.

Especialistas ouvidos pela FOLHA esperam que o novo ministro tenha diálogo com a sociedade. A pasta é uma das mais importantes porque a educação tem impacto em todas as áreas. E não é de hoje que os presidentes da República se elegem elencando o setor como o mais importante. Mas os avanços até hoje não foram suficientes e quando um novo mandatário toma posse há sempre a expectativa que a educação finalmente ocupe o papel transformador no País.

O governo federal até elencou as prioridades na área de educação no começo de janeiro – o fortalecimento da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio -, mas até agora as polêmicas acabaram ganhando mais destaque e espaço do que os projetos para fazer o MEC decolar e cumprir os objetivos propostos pelo presidente.

Escolhido um novo rumo, espera-se agora que a definição de uma agenda seja o ponto de partida para um programa de governo na área de educação, que tem metas e convicções ideológicas claras. Ao brasileiro resta a esperança de que a busca pela melhora da qualidade da escola brasileira ocupe grande parte do tempo do ministro Weintraub.

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