EDITORIAL -

Por um Natal que ‘sensibilize corações’


Folha de Londrina
Folha de Londrina

 O ano passou rápido demais para você também? Já é Natal novamente e parece que foi ontem que o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, que Green Book ganhou o Oscar de melhor filme, que a Mangueira foi campeã do carnaval carioca, que a reforma da Previdência foi aprovada e que menina Greta Thunberg discursou na ONU (Organização das Nações Unidas).  

O ritmo frenético de 2019 deixou muita gente com a sensação de que faltou tempo para cumprir tantas tarefas e fazer o que gosta. Foram muitos e-mails para responder, contas para pagar, compromissos. Não é à toa que hoje o tempo é considera o ativo mais valioso dos homens e mulheres.  



E quando chega 24 de dezembro, tem a maratona nas lojas para as últimas compras de presentes. Aquelas que não deram tempo de fazer na semana que passou.  

É ótimo presentear. O Natal aquece a economia mundial muito antes de dezembro chegar. Desde a fabricação do produto até chegar às mãos do comprador há geração de emprego e receita. Uma lógica que vale tanto para o produto industrial quanto o artesanato.  


É preciso reencontrar o verdadeiro significado do Natal – o perdão, a caridade e o amor ao próximo - e passar às futuras gerações.


Mas o materialismo não pode ser mais forte que o significado do Natal: Jesus Cristo. Há poucas semanas, o papa Francisco defendeu a exibição de presépios nas praças de cidades e outros locais públicos. O pontífice lembrou que o presépio manifesta a ternura de Deus e o dom da vida. Também lembra o nascimento de Jesus, um “irmão” e “um amigo fiel” que está sempre ao lado do homem.  

É preciso reencontrar o verdadeiro significado do Natal – o perdão, a caridade e o amor ao próximo - e passar às futuras gerações. As crianças não podem entender essa data máxima dos cristãos somente na figura do Papai Noel, dos presentes e das sobremesas deliciosas. Isso leva ao consumismo exagerado, que pode levar à insatisfação crônica. Uma doença dos nossos tempos.  

O Natal vai cumprir o seu papel se conseguir “amolecer corações” e despertar os homens cristãos ou de outros credos para a caridade e empatia. Um despertar que prolongue o espírito natalino para o ano todo.  

Se nesses dias de festas é comum as pessoas fazerem planos e firmarem compromissos, que sejam também pelo bem do  País. O Brasil não avançou como se esperava. Teremos mais uma chance em 2020 para concretizar o sonho de um país mais justo e unido pelo desenvolvimento, por mais emprego, saúde, segurança e educação de qualidade. Ninguém vai encontrar esses “presentes” embaixo da árvore. O brasileiro terá que conquistá-lo.  

 



Obrigado por ler a FOLHA e Feliz Natal.  

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