Por que tirar o PT do altar?
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de outubro de 2019
null 
Ao lançar a campanha “Tirem o PT do altar”, o movimento Brasil Católico apenas expõe um pedido de socorro da maioria dos católicos, que não mais suporta os ataques de uma pequena minoria que objetiva impor uma visão mundana contrária ao Evangelho.
Infelizmente, a Arquidiocese de Londrina não entendeu o clamor do povo de Deus.
Em nota oficial, lamentou “que alguns de seus posicionamentos evangélicos, que se traduzem no cumprimento de sua missão pastoral, que é cuidar dos mais fracos, sejam confundidos por algumas pessoas com projetos de partidos políticos”.
Ora, em momento algum o movimento Brasil Católico questionou o cuidado da Igreja aos mais pobres, pois este é um imperativo da caridade cristã, que visa unir o homem ao seu Criador na eternidade mediante a evangelização.
Aliás, foi somente sob o prisma desta caridade que, durante os mais de dois mil anos de existência, nenhuma outra instituição cuidou mais dos vulneráveis como a Santa Igreja Católica, como eu havia destacado em artigo que publiquei em julho deste ano neste espaço (Católicos em Defesa da Igreja).
Entretanto, a invasão de ideologias esquerdistas na Igreja faz com que muitos padres e bispos, conscientemente ou não, deixem de lado a evangelização para defenderem pautas contrárias aos ensinamentos da Igreja, sob a desculpa de que estão se preocupando com os pobres. Mas, no fundo, legitimam protestos de “Lula Livre”, tais como vimos recentemente na Catedral da Sé, em São Paulo.
Nesse ponto, cito o que o padre José Cristiano escreveu neste jornal: que a Igreja de Londrina estaria sendo perseguida pelos “cristãos” (friso as aspas colocadas pelo padre) por causa do Evangelho.
O artigo do referido sacerdote mostra claramente a distorção que é feita dos documentos da Igreja, em que são enfatizadas frases fora de contexto para desinformar, tática utilizada comumente pelos esquerdistas. Sem dizer que o padre acusa o movimento Brasil Católico de não ser cristão, utilizando-se, mais uma vez, do ataque dos revolucionários, qual seja: acuse-os daquilo que você é.
Diante de tudo o que se percebe em Londrina, posso afirmar que aqueles que fazem parte do movimento Brasil Católico estão implorando a seus pastores a volta da autêntica evangelização.
Cito um exemplo.
Como Promotor de Justiça Substituto aqui em Londrina, estive por um mês atuando na Vara de Violência Doméstica e de Crimes Sexuais. Durante as audiências, o que mais percebia era a mais completa ausência de Deus nas famílias, especialmente pela violência contra as mulheres e crianças. Estas, muitas vezes, abusadas sexualmente em suas próprias casas.
Em inevitáveis reflexões entre as audiências, não podia deixar de pensar no papel dos cristãos diante dessa trágica situação das famílias: necessitamos, com urgência, evangelizar! A Igreja precisa evangelizar e não eleger o Estado como o único responsável pela solução dos problemas. Isto é pecar contra o primeiro mandamento! É idolatria!
Assim, nos estreitos limites de meu exemplo, ao invés de falar de política nos altares, nossos padres deveriam restaurar nossas pastorais familiares (muitas vezes esquecidas em nossas paróquias) e, através destas, sair em missão (estamos no mês das missões) para resgatar para Deus cada membro das famílias deste Brasil. Esta é a Igreja em saída da qual fala o Papa Francisco.
Por fim, cito uma frase de Chesterton, que resume a luta do movimento Brasil Católico: “Se o mundo se tornar demasiado mundano, pode ser censurado pela Igreja; mas se a Igreja se tornar demasiado mundana, não pode ser censurada pelo mundo”.
Que Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, rogue pela Igreja!
"A Igreja precisa evangelizar e não eleger o Estado como o único responsável pela solução dos problemas"
VITOR HUGO NICASTRO HONESKO, promotor de justiça e membro da União dos Juristas Católicos de Londrina.


