Por que tanta alienação? - Calvino Fernandes
Por que tanta alienação?
Calvino Fernandes
O que está acontecendo às nossas instituições e à mente dos nossos líderes? Paralelamente à omissão das autoridades frente a indisciplina das crianças e adolescentes, ocorrem crimes hediondos com execução de menores de rua como se seres humanos fossem ratos indesejáveis em algum beco sem saída.
O desrespeito pela vida alcança os limites da frieza e crueldade quando dilacera, esfacela e tritura o homem não nascido no ventre materno. São aproximadamente 1 a 2 milhões de abortos por ano neste país. O limite entre o aborto e o homicídio é o parto. Que momento mágico é este?
Por que o parir torna algo em ser humano?
Uma tentativa de aborto resultou no nascimento de uma criança gêmea em Cornell (Nova York), o Dr. Fritz explicou que a injeção se sal aplicada, dera resultado em matar um feto, mas um segundo, dos gêmeos, não esperado nasceu com vida. Apesar de todos os esforços para salvar essa criança, ela morreu quinze horas depois.
Por acaso o médico não pretendia também matar as duas crianças um dia antes de nascer? Por que ele não matou também a segunda, quando percebeu que ainda estava viva? Que mágica lhe passou pela cabeça ao ver o bebê, a luz do dia, comparado com a criança ainda viva, na escuridão no útero materno?
Não há nenhuma dúvida que o ser em desenvolvimento no útero materno é um ser humano único, completo e com todo o material genético de um ser humano adulto; é diferente do pai, é diferente da mãe e consequentemente tem o mesmo direito à vida e a proteção que todas as demais crianças do mundo. Ainda não tem personalidade civil mas a lei lhe confere proteção desde a concepção, consequentemente, o aborto é nada mais nada menos que um assassinato a sangue frio de um inocente acuado, indefeso, agredido pelo mais cruel e monstruoso crime que já se viu, pois além de sofrer lesões brutais de arrancamento de membros e órgãos sem anestesia, não conta com a proteção daquela que o gerou, daquela que seria a última pessoa do mundo da qual esperaríamos tal violência: sua mãe é seu maior algoz.
Há punição leve para este crime. Quantos já sofreram a pena?
Atualmente está em pauta a descriminação do aborto, mas não se iludam pois o aborto oficial não substituirá o criminoso, ao contrário, aumentará. Foi o que ocorreu na Polônia, Hungria, Japão, Bulgária, Dinamarca. Os abortos estatais exigem identificação e justificativas então a maioria continuará sendo feita na clandestinidade que é cúmplice do anonimato.
É possível conciliar uma medicina que mata com uma medicina que salva? Será que vamos inserir nos currículos médicos do ensino A Arte de Matar? Para diminuir essa matança do ser não nascido precisamos criar uma nova consciência para abolir o falso preconceito contra a maternidade clandestina, aceitando sem restrições a mãe solteira, e amparando-se indiscriminadamente esse filho, sem as limitações cruéis ditadas pela lei.
Seguindo o aborto virá o infanticídio legal como castigo para os inveterados sexuais no 3º ou 4º filhos, depois a morte dos velhos, dos inválidos, das crianças que urinam na cama e dos incuráveis (lembremos de Hitler).
- CALVINO FERNANDES é ginecologista em Londrina.





