Por que se preocupar com a China
O governo da China vai comprar ações dos quatro maiores bancos daquele país com o objetivo de segurar a queda nas bolsas locais. O anúncio dessa medida foi feito nessa semana e despertou a atenção do mundo, pois é a primeira ação feita pelo gigante asiático desde 2008, quando estourou a crise mundial. Além de apresentar alto índice de crescimento, a economia chinesa apresenta grande relevância perante o cenário mundial e pode impactar em outros Países.
Como isso interfere no Brasil? De muitas maneiras, tanto que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se apressou a se posicionar, dizendo que está na torcida para que não haja uma desaceleração da economia chinesa. Como a China é forte importadora de matéria-prima brasileira, atualmente nosso principal parceiro comercial, um menor ritmo do gigante asiático pode influenciar negativamente o Brasil. Segundo Mantega, o comércio exterior é o caminho mais provável por onde pode haver contágio da crise internacional para o Brasil.
Não foi revelada a quantidade de ações negociadas. A intervenção de Pequim aconteceu em um momento em que as bolsas chinesas estavam em queda. A mais importante, de Xangai, atingiu o índice mais baixo dos últimos 30 meses.
Esse é um dos problemas da globalização. O Brasil depende da China para não ser afetado pela crise econômica internacional. Por enquanto, as dificuldades econômicas da Europa e dos Estados Unidos não causaram grande impacto na China. O primeiro sinal foi justamente essa medida para fortalecer os bancos. No entanto, o agravamento da crise em outros países da Europa - como a Itália e a França - pode impactar em todo o mundo, uma vez que a União Europeia não terá como socorrer essas economias. A preocupação do ministro Mantega e de outros economistas é que a contração da economia mundial que vai suceder a crise afetem a China, fazendo com que o País diminua a exportação de manufaturados e influencie negativamente o comércio entre os países emergentes.





