Juros ao consumidor refletem a taxa Selic. ''Juros do crediário, em quaisquer modalidades, nunca me incomodaram porque faço uso de cartões sempre dentro das melhores datas de vencimento, respeitando os vencimentos. Mas, agora descubro que isso não basta: temos que fugir das taxas das lojas e não olhar apenas para a administração dos cartões.'' O comentário não seria importante numa discussão sobre juros se não tivesse partido de um contabilista, que não é um consumidor inocente como a maioria das pessoas. Do mesmo profissional, ao sair de um supermercado: ''Excetuando-se o fator praticidade e poder comprar fiado, o cartão não tem outra serventia. E é bom ter cuidado com as taxas que estão cobrando''.
De fato, as taxas não são uniformes. Não só não são uniformes, como estão em alta. As taxas médias de juros do empréstimo pessoal e do cheque especial voltaram a subir em junho, segundo a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP). Esta foi a segunda alta seguida, depois de um período de estabilidade. Entre os bancos pesquisados pela Agência Estado, a taxa média do empréstimo pessoal foi de 5,28% ao mês em junho, superior aos 5,21% ao mês registrados em maio. No caso do cheque especial, a taxa média de juros mais alta foi de 12,30% ao mês, enquanto a mais baixa ficaram em 7,15% ao mês. As demais taxas médias ficaram em 7,69% ao mês, 8,30%, 9,36%, 8,59%, 7,69%, 9,66% e 8,59%.
Duas observações: 1) Embora apurados na praça de São Paulo, esses valores são representativos de várias capitais e cidades do interior como Londrina, Maringá, Apucarana, Cascavel e Ponta Grossa. 2) O levantamento do Procon-SP foi feito no dia 2. Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, a instituição fixou um período de 12 meses no levantamento. Os dados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação. Para o cheque especial, a pesquisa considerou o período de 30 dias.

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