Por quê?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Rubya Tesser 
Aparentemente parece-nos uma indagação bem corriqueira. No entanto, se dermos a devida importância a esta simples pergunta, talvez venceríamos muitas de nossas batalhas diárias. De fato, somos seres sedentos de respostas. Há diversas perguntas que rondam nossas mentes a cada dia, mas a grande questão consiste: Por que insistimos em enxergar o beco quando há mais paisagem ao redor?
Se ao menos conseguirmos nos livrar desta cegueira, talvez poderemos desfrutar melhor dos sentidos que nos restam. É uma pena que muitas pessoas não são capazes de manter a eficiência de sua visão, mesmo quando seus olhos parecerem saudáveis. Isto é justificado, porque não basta aos olhos a perfeição, mas a mente livre de limitações para que enxerguemos além dos horizontes. Pobre do homem que enxerga apenas aquilo que os olhos vêem.
Quando nosso órgão de visão é incapaz de mostrar-nos a mínima perspectiva de nossa vida presente ou futura, é porque a mente que o comanda permanece imutável e limitada.
É interessante observarmos filmes que nos mostram situações de guerra na qual somos sensibilizados pela coragem com que alguns soldados enfrentam o caos. É curioso observarmos também que muitas vezes o soldado condecorado a herói de guerra precisou de certos quesitos para manter o controle de suas atitudes.
Dentre eles podemos enumerar alguns: primeiramente a bravura e a audácia o faz desafiar qualquer situação de perigo iminente; em segundo lugar, permanece o princípio humanista que o designa a agir e tomar decisões através da moral ética construída; por fim, a racionalidade, o autocontrole e a empatia (imaginar-se na situação alheia) são princípios que permitem a ele não se distanciar de seu objetivo real e, simultaneamente, usufrui a sensação de estabilidade, quando na realidade tudo ao redor é uma ameaça a sua vida.
Há uma pergunta importante a saber: por que um homem tem que fazer sua escolha? Nisto reside sua força, no poder de suas decisões.
Diante deste mundo caótico no qual ficamos limitados à rotina, é fundamental refletirmos sobre os reais significados de nossas atitudes ou decisões. Quando a cultura que temos não contribui para que sejamos felizes por si só é preciso ser forte o bastante para abdicarmos de certos luxos e hábitos que não nos acrescenta em nada.
E quanta gente vaga de um lado para o outro levando vidas sem sentido. Parecem semi-adormecidas, mesmo quando ocupadas em coisas que julgam importantes. Isto ocorre porque estão em busca do objetivo errado e não percebem. Para encontrarmos o real objetivo precisamos perguntar-nos frequentemente: por que estou fazendo isto? Haverá algum acréscimo para mim?
RUBYA TESSER é estudante em Londrina


