Por desenvolvimento e geração de emprego - Alex Canziani
Por desenvolvimento e geração de emprego
Alex Canziani
Uma visão sem ação é apenas um sonho; uma ação sem uma visão pode ser um grande tormento, mas uma visão com uma ação são as nossas realizações. É pensando assim que assumimos, semana passada, nossa cadeira de deputado federal, em Brasília, para a qual fomos eleitos com gratos 74.875 votos. Como deputado, temos uma visão: desenvolvimento econômico com qualidade de vida. E temos duas ações: determinação e muita vontade de trabalhar.
Quem nos conhece sabe que faremos de tudo no Congresso para valorizar a nossa gente. Temos muitas necessidades e problemas por aqui, a começar pelo desemprego, que precisa ser debelado a qualquer custo. Ou, pelo menos, minorado.
Temos problemas na área de infra-estrutura urbana, sistema viário, na saúde e na educação, na habitação e em outros segmentos. Um dia a casa própria foi o maior sonho do brasileiro. Hoje, não. Hoje o sonho é o emprego e o pesadelo, o desemprego. Até foi por isso, pensando em sempre colaborar e lutar contra o flagelo do desemprego, que aceitamos o honrado convite do governador Jaime Lerner para assumir o cargo de secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho do Paraná, no começo do ano.
Não foi outro o motivo de termos ficado no governo senão o de colaborar para a execução de uma nova política de geração de emprego e renda. E deu certo: em apenas nove meses à frente da pasta, por exemplo, conseguimos captar mais de 100 mil novas vagas no mercado de trabalho paranaense um número fabuloso, que superou nossas próprias metas. (E pensar que no decorrer de todo o ano passado foram captados 90 mil postos de trabalho...)
Também abrimos novas propostas e realizações, com destaque para a capacitação profissional e a ação intensiva para a inserção de deficientes no mercado de trabalho. Por outro lado, viabilizamos R$ 8,7 milhões para capacitar mais de 110 mil trabalhadores em todo o Estado do Paraná.
Ações (e não sonhos) puderam ser realizadas em benefício de todos. Como secretário, promovemos ainda outras, tão importantes quanto as citadas acima: conhecemos a realidade de mais de 120 municípios paranaenses, estabelecemos contratos e parcerias com entidades e empresas para desenvolver cursos profissionalizantes, realizamos o bem-sucedido Mutirão do Emprego, em maio, quando apelamos para a consciência do empresariado no sentido de disponibilizar vagas no mercado de trabalho, através das Agências do Trabalhador, e ainda implantamos o Cartão do Trabalhador, o Disque Pequenos Serviços e o Terminal do Trabalhador em várias localidades, e viabilizamos recursos para o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), que foram disponibilizados para muitas categorias profissionais.
Tudo isso são experiências que carregaremos para Brasília, com as quais poderemos fazer mais, nesta nova etapa. Lá, as nossas bandeiras serão as mesmas que reafirmamos durante a campanha eleitoral: desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
O mesmo empenho que dedicamos no governo do Estado vamos dedicar em Brasília. Há muito por fazer. Um dos caminhos será intensificar o programa de geração de emprego. Como? De várias maneiras. Por exemplo, através de incentivos para o pleno e completo desenvolvimento da chamada indústria do turismo o segmento econômico que mais cresce no mundo e o que mais gera empregos. Você sabia que de cada dez empregos pelo menos dois estão na área de turismo?
O turismo será a nova profissão do terceiro milênio, particularmente no Brasil. Para começar, estão previstos para o próximo ano US$ 2,4 bilhões em investimentos externos no setor hoteleiro brasileiro. Atualmente, mais de 70 hotéis estão em construção no País. Aqui existem cerca de 15 mil meios de hospedagem, que faturam US$ 1,5 bilhão por ano. Imagine o número de emprego e renda que isso gera! É bastante, e muitas vezes inimaginável.
O movimento globalizado do turismo de negócios e eventos no mundo um dos segmentos turísticos mais valorizados chega a US$ 1,5 trilhão. Desse montante, R$ 4 bilhões anuais são do faturamento direto, e R$ 17 bilhões são provenientes da contratação de serviços indiretos (mão-de-obra). A atividade envolve diretamente 52 setores da economia uma descomunal força de trabalho!
Na Câmara dos Deputados pretendemos agir nesse horizonte, mas sem esquecer outras importantes vertentes necessárias para o desenvolvimento social. Vamos agir com a alegria, determinação, vontade, garra e amor com que desempenhamos todas as funções que ocupamos.
- ALEX CANZIANI SILVEIRA, ex-vice-prefeito e ex-secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, é deputado federal pelo PSDB-PR





