Populismo corrói o Brasil
Em três episódios diferentes, temas de comentários dos nossos leitores, fica evidenciado o inconformismo das pessoas comuns, que trabalham e produzem. São cidadãos e cidadãs cujas posições contrastam, nitidamente, com a omissão - para não dizer covardia - dos políticos paranaenses.
Vamos a eles:
Episódio 1 - O corretor de imóveis Antonio Sergio de Oliveira Senise alerta para a greve na Caixa Econômica que chama de irracional. Está ficando insuportável e causando prejuízos ao setor imobiliário. Ele sugere a) Uma campanha para pressionar o Sindicato dos Bancários a ser mais responsável, b) Uma corrente em que todos os clientes da Caixa ameaçassem a encerrar suas contas, seria muito salutar.
Exagero à parte, o leitor fala do direito das pessoas, que é desrespeitado. Afinal, elas não têm culpa das divergências, por causa de salários (e não por uma causa comunitária) entre governo e servidores. Há formas mais inteligentes - se as duas partes quiserem - de resolver o impasse sem penalizar a clientela. Os políticos omissos nesse caso da greve são os homens do governo que não querem se indispor com o sindicalismo - seu reduto eleitoral - ao mesmo tempo que não movem uma palha para atender aos companheiros que clamam, tão somente, por correção e justiça salarial. Não se pode negar o direito dos funcionários da Caixa.
Episódio 2 - A professora Ana Lúcia Baccon, líder do Movimento pelo Fim do Pedágio, briga faz tempo, apoiada pela comunidade, contra o pedágio. A presença dos políticos nesse caso é inócua. Há três anos e sete meses insistindo em algo de difícil reversão, o movimento ganhou pelo menos um novo impulso com a campanha de coleta de assinaturas para o projeto de lei que pretende regulamentar a cobrança de pedágio no País.
Episódio 3 - O comerciante Milton F.N. Simões diz que não viu nem ouviu qualquer pronunciamento dos deputados e senadores paranaenses sobre as ameaças do MST. Ele pergunta: Será que os nossos representantes se esquecem que foram eleitos por um Estado agrícola e que por isso deveriam repudiar essas invasões?. Ninguém quer se indispor com os chamados movimentos sociais - se é que essa denominação cabe ao MST. Mas, se nenhum político interveio até agora é porque são políticos populistas. Alguns vivem sob as sombras protetoras e abundantes das estatais, outros são vinculados a sindicatos e a movimentos sociais. Órfão, o setor produtivo - que paga impostos para manter tudo isso - fica cada vez mais ameaçado.





