As desigualdades sociais existentes no Brasil se repetem também no quesito "acesso à internet". Pesquisa TIC Domicílios, divulgada ontem pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, evidencia a falta de infraestrutura no interior do País e o preço dos serviços, fator determinante para deixar muitos brasileiros desconectados. A novidade desse levantamento é a popularização dos smartphones, uma vez que o dispositivo foi usado para acesso à rede mundial de computadores por 47% dos brasileiros com 10 anos ou mais no ano passado, mais do que o triplo dos 15% de 2011.
Além disso, entre os entrevistados 76% relataram preferência pelo uso via celulares, sendo que 84% dos que acessam por ceulares o fazem quase todos os dias ou diariamente. Se o uso da internet, seja para diversão, lazer, troca de informações ou pesquisas, parece estar consolidado entre a população, é importante que as operadoras acompanhem esse comportamento. Em geral, a qualidade do acesso ainda é muito ruim e a velocidade do tráfego de dados deixa a desejar até mesmo em 4G. Além disso, importante acrescentar que muitos municípios brasileiros ainda contam com cobertura 2G e 3G.
A agência reguladora tem que ser mais atuante e exigir das operadoras que melhorem a qualidade dos serviços e que ampliem a cobertura, inclusive na zona rural. O local de moradia dos usuários não pode continuar a ser um impeditivo para que as pessoas fiquem desconectadas, sem quaquer disponibilidade do serviço. A internet hoje é uma importante ferramenta de trabalho, de comunicação e de busca por informações e oferecer um serviço de má qualidade pode ser comparado a reduzir as chances de o País se desenvolver.
Além disso, é importante que os próprios usuários reclamem nos órgãos competentes quando o serviço não foi disponibilizado conforme o contratado. Os consumidores também devem pressionar para que o serviço melhore.

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