População relaxa no combate à dengue
O ano de 2014 está apenas começando, mas é possível perceber que infelizmente um tema será constante no noticiário dos veículos de comunicação de Londrina nestes primeiros meses: a alta incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, nos imóveis da cidade. Uma evidência da gravidade desse problema foi anunciada ontem pela Secretaria Municipal de Saúde. De cada cem imóveis vistoriados pela Vigilância em Saúde, sete tinham focos do Aedes aegypti. Em um único endereço, os técnicos da prefeitura encontraram vários focos do mosquito.
O dado apresentado pelo município é alarmante, pois enquanto Londrina apresenta um índice de infestação do mosquito de 7,4%, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável apenas 1%. O levantamento é recente e foi realizado entre os dias 6 e 11 deste mês. Os locais onde os criadouros foram encontrados demonstram que a população relaxou e as consequências desse comportamento displicente começaram a aparecer. As larvas do mosquito foram localizadas em vasos, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais e recipientes plásticos, latas e garrafas.
Falta de informação não é desculpa, pois desde que a dengue reapareceu de forma alarmante no Brasil, na década de 1980, as autoridades públicas e os meios de comunicação se revezam em campanhas de esclarecimento sobre como evitar a proliferação do Aedes aegypti. São três décadas de combate ininterrupto a uma doença a qual ainda não existe vacina. A forma de prevenção mais eficiente é justamente a lição que a população tem esquecido. A medida consiste em impedir o mosquito de nascer, acabando com os locais onde as larvas encontram condições para sobreviver.
O Aedes se reproduz em lugares com água limpa e parada, situação que pode surgir em qualquer lugar, nos bairros pobres ou ricos. A vigilância constante dos moradores é importante, assim como a fiscalização do poder público para que as penalidades previstas em lei sejam aplicadas aos proprietários de imóveis com focos do Aedes aegypti. Há multas variando entre R$ 196 e R$ 19 mil. Como as medidas preventivas não estão dando resultado, talvez a solução seja a sensibilização pela multa.





