É melhor prevenir do que sofrer consequências piores neste momento em que o mundo inteiro - convivendo paralelamente com os efeitos da crise financeira - se defronta com a gripe A. Uns dias de aulas suspensas, cultos religiosos transferidos e outras aglomerações evitadas são medidas temporárias que precisam ser adotadas. Pior seria um alastramento desordenado da moléstia, ainda mais num país como o Brasil onde a infraestrutura da saúde é precária. A situação não é de pânico, mas de cautela.
Para qualquer sinal de gripe - seja ela qual for, porque existem muitas variáveis - o isolamento é recomendado, assim como outras medidas de prevenção, incluindo o uso de máscaras. Ocorre que só no Paraná já houve quatro mortes por causa da doença, há cerca de 90 casos confirmados da gripe A e mil pessoas aguardando resultado de laboratório. São números expressivos a servir de alerta, porque os riscos de uma grave pandemia não estão afastados.
A própria Organização Mundial da Saúde está alertando para isso e todos as nações estão se precavendo porque a disseminação ganhou amplitude em pouco tempo. Geralmente as mortes não ocorrem pela gripe diretamente, mas porque o paciente já tinha alguma deficiência de saúde, com históricos de doenças respiratórias. Neste período de inverno as condições são mais propícias para todos os tipos de gripe. A recomendação da Saúde Pública é que sejam procurados primeiro os postos ou o médico, sem sobrecarregar os hospitais, a não ser nos casos graves. Aglomerações em escolas, cinemas, casas de espetáculos, bares, boates, ônibus superlotados, templos religiosos, podem ser evitadas, ao menos enquanto essa corrente perniciosa da gripe se propaga. A precaução deve ser principalmente daqueles que sintam febre acompanhada de tosse ou dor na garganta, para não contaminar mais gente. A tendência é a gripe estender-se até o ano que vem e, enquanto isto, aguarda-se a produção da vacina, o que não deve ocorrer tão breve.
Mortes por problemas respiratórios acontecem com frequência, independente das gripes, mas estas potencializam a fragilidade do corpo já debilitado, e em tempo de frio como agora os riscos são maiores. Não pode haver descuidos. Tomar precaução é um ônus de todos e menos penoso do que ter de lamentar a perda de vidas. Uma crise financeira pode ser superada, sem danos à saúde e à integridade física, mas os casos de morte são irrecuperáveis.

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