Curitiba Um dos principais problemas da Previdência Social é o envelhecimento da população brasileira. Atualmente, 8,6% da população brasileira tem 60 anos ou mais. São 14,5 milhões de pessoas. As mulheres são a maioria: 8,9 milhões (62,4%). Elas vivem, em média, 69 anos e têm 3,4 anos de estudo. O rendimento médio nacional dos idosos é de R$ 657,00. De acordo com as projeções feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos próximos 20 anos a população idosa nacional poderá ultrapassar 30 milhões de pessoas.
O número de idosos cresce mais rápido do que a proporção de crianças. Em 1980 existiam 16 idosos para cada 100 crianças no Brasil. Em 2000, foram registrados 30 idosos para cada 100 crianças. O grupo de pessoas com 75 anos ou mais teve o maior crescimento relativo nas estatísticas do IBGE: 49,3% nos últimos dez anos em relação a população idosa. As mulheres vivem aproximadamente oito anos a mais do que os homens. Para cada 100 mulheres idosas, existem 81,6 homens. Os dados do IBGE revelam ainda que vivem no Brasil 5,1 milhões de analfabetos idosos.
Ao contrário do que se pensa, a maior parte dos idosos está concentrada nas áreas urbanas: 81%. A estimativa é a de que em 2050, um quinto da população mundial seja composta pelos idosos. Somente os centenários somam no Brasil 24,6 mil pessoas, 77% a mais do que em 1991. ''A fase agora é a de se pensar no envelhecimento da população'', afirmou o ministro da Previdência e Assistência Social, José Cechin. Ele não acredita que a saída seja aumentar a alíquota de contribuição previdenciária, nem aumentar a inflação. Seria sim dar estímulos para que a aposentadoria fosse adiada. ''Temos que tentar repartir a vida adicional do brasileiro, aumentando o tempo de contribuição dele'', declarou. Outra alternativa seria elevar a idade média de aposentadoria.
No Paraná, 8,4% da população tem mais de 60 anos. Nos últimos dez anos, segundo o IBGE, a participação do idoso cresceu 28% no Estado. No mesmo período, o crescimento foi de 21% em todo o Brasil. A Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família analisou os dados do IBGE e diagnosticou que 81% dos idosos sobrevivem com menos de dois salários mínimos no Estado, 78,5% são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 15% têm atividade remunerada e 2% procura atividade remunerada. (L.P.)

mockup