População aprende durante epidemias
O que o governo brasileiro e a população podem fazer para amenizar esse problema em 2010 e não se repetir o que está acontecendo neste ano?
Nosso risco maior é por mais um a dois meses, tempo que ainda temos de inverno, pois naturalmente é uma época mais problemática. Mas tem muita coisa que estamos aprendendo em termos de organização e controle.
Explique melhor como está sendo esse aprendizado?
Estamos aprendendo pela própria situação. Uma epidemia é uma situação diferente do que normalmente acontece e sempre acabamos aprendendo, tirando uma lição, pois o nosso dia a dia não é uma situação de epidemia. E essa situação diferente obriga a rever o fluxo de atendimento, estrutura que se tem em saúde. Precisamos de mais UTIs equipadas para tratamento desse tipo de situação. Há hospitais regionais que são referência, mas nem sempre estão conseguindo dar o retorno necessário. Também estamos aprendendo em termos de logística, fluxo de coleta de exames, transporte de material biológico. Tudo isso já faz parte do cotidiano, mas é diferente numa epidemia, tanto que a logística está sendo criada e os protocolos sendo modificados a cada semana.
Por que a segunda onda é mais preocupante?
É muito difícil de prever. A gripe espanhola foi a grande pandemia com mortalidade enorme. Mas hoje a época é diferente, a tecnologia é diferente, a informação é mais rápida. Não tem como prever como vai se comportar. Não dá para prever como será a segunda onda. Na minha opinião, estamos mais preparados.
Por que a gripe suína atinge mais adultos jovens do que idosos?
Ainda não se sabe a resposta. O mais provável é que as pessoas com mais idade tenham uma bagagem de anticorpos que está dando proteção contra a gripe.





