População acuada pela violência
A violência faz milhares de vítimas todos os anos no País. As estatísticas nunca diminuem. Notícias sobre assaltos, homicídios, sequestros passam a fazer parte da rotina. E entre a população, a indignação se mistura com o sentimento de impotência.
A morte da professora e consultora de culinária Mirella Eliane Guandalini Giovanini, de 44 anos, nesta semana em Londrina, nos faz refletir sobre o assunto. Ela foi morta durante um sequestro relâmpago num semáforo do perímetro urbano de Londrina. Abordada por assaltantes, foi obrigada a seguir dirigindo e, quando passou mal e tentou parar o veículo, levou um tiro na cabeça de um dos bandidos, que teria se irritado com a situação. O relato foi feito à Polícia pelo filho da vítima, um adolescente de 17 anos, que estava preso no porta-malas enquanto a mãe era friamente assassinada.
É preocupante saber que ocorrências desse gênero não se concentram mais somente nos grandes centros. Com mais de um milhão de habitantes, a Região Metropolitana de Londrina já enfrenta, há vários anos, problemas semelhantes aos das grandes metrópoles.
A população vive acuada, não aguenta mais tanta insegurança. Mas qual seria o caminho para coibir a ascensão da criminalidade como vem acontecendo nos últimos anos? A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, se aprovada no País, certamente não resolveria de fato o problema. É oportuno pensar em soluções que tragam um novo olhar como a implantação da chamada justiça restaurativa, que objetiva reconstruir os vínculos individuais, sociais e comunitários de adolescentes em conflito com a lei.
É preciso investir na segurança pública, oferecendo condições para que a Polícia marque presença cotidiana nas ruas e elabore inquéritos que resultem realmente na condenação dos infratores.
Antes de tudo, porém, vem o foco na educação, prioridade para que os jovens do País possam amadurecer com dignidade, vislumbrando de fato um futuro e não tendo o crime como o caminho mais vantajoso a ser trilhado.





