Pontos a rever na Sercomtel e na CMTU
Na administração pública e na empresa a palavra final costuma ser dada pelo titular máximo, mas bons assessores adiantam expediente e induzem à aprovação e à realização de boas medidas. E ao contrário, os que se instalam nas funções para auxiliar mas não tomam iniciativas, preferindo apenas receber ordens, melhor será que desocupem seus postos. Dois importantes setores da esfera municipal, em Londrina - a companhia telefônica Sercomtel e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) - já têm novos nomes definidos: o empresário Fernando Lopes Kireeff e o contabilista Lindomar Mota dos Santos, respectivamente.
A Sercomtel teve seu momento marcante quando foi criada pelo prefeito José Hosken de Novaes e já nasceu empresa grande e moderna, para os padrões da época. Depois, na administração de Antonio Belinati, passou por uma alteração acionária com a venda de 45% de seu controle para a Copel. E a partir do governo de Nedson Micheletti, com as dificuldades financeiras da filiada Sercomtel Celular, os rumores eram de que ambas poderiam ser vendidas.
Agora, com a posse do prefeito Homero Barbosa Neto na próxima sexta-feira, o novo presidente da Sercomtel encontra uma empresa recém autorizada a expandir seu sistema de telefonia fixa a todo o Paraná, mas a possibilidade de perda do comando acionário continua. Porque essa ampliação demanda a utilização da rede de fibras óticas já existente da Copel. Se no geral essa expansão é benéfica para o conjunto de usuários, perder a referência da sede política da empresa tira pontos do ranking de Londrina.
Quanto à CMTU, o novo titular irá lidar com outro importante setor da cidade, que é o sistema viário. Até agora o staff desse órgão (que não trata apenas do trânsito) tem se voltado mais para a fiscalização dos motoristas, por isso chegou-se a criar a guarda municipal pertinente, que passou a cuidar muito da aplicação de multas e pouco da orientação do tráfego, quando as duas medidas deveriam existir paralelamente. Há que rever todo o processo, reestruturando o sistema de mãos, de semáforos (que têm sincronia anacrônica) e de estacionamento, implantar mais passarelas de conversão, privilegiar o fluxo nas vias de escoamento, revisar o modelo da Zona Azul, orientar os guardas para dar ajuda na fluidez do tráfego, sobretudo em horários de pico, estudar a melhoria do transporte coletivo e outros pontos mais. Todas essas operações de reforma exigirão orientação de engenheiros de tráfego e não de amadores.





