Não é novidade que a maioria dos rios brasileiros está poluída. O aumento da população aliada à falta de saneamento e à destruição de boa parte das matas ciliares contribuíram significativamente para que os rios apresentem níveis altíssimos de poluição. Nesse período está em discussão a classificação dos afluentes da bacia do Rio Tibagi. A sua bacia hidrográfica está entre as maiores do Estado, localizada na porção centro leste.
Com críticas à proposta de enquadramento de trechos da bacia como classe 4 (o pior dos resultados) pelo Instituto das Águas, órgão estadual que atua como gestor dos recursos hídricos no Estado, há o temor de que a classificação acabe por reduzir investimentos para recuperação das áreas poluídas. O enquadramento de alguns trechos da bacia entre as classes 1 e 3 é importante para que sejam feitas melhorias na qualidade da água e para manutenção das atividades econômicas ligadas aos rios na região.
Além disso, vários trechos são usados para captação de água e, por isso, é fundamental que seja recuperado. Em 2025 o plano deve ser revisto e as metas finais são previstas para 2035, sendo que o objetivo é melhorar a classificação dos rios nos próximos 20 anos. No entanto, para que tudo isso seja alcançado é preciso investimento. Indústrias devem ser constantemente fiscalizadas para que deixem de despejar dejetos diretamente nos rios. É preciso implantar eficientes sistemas de fiscalização para rápida identificação de poluidores.
Produtores rurais também devem ser conscientizados a respeito da importância da mata ciliar. Trata-se de preservação ambiental e que impacta positivamente nas áreas rural e urbana. A população também tem que ser educada com consciência ambiental e para a adoção de um novo modo de vida, que tenha a sustentabilidade como foco. A degradação ambiental já mostrou que causa danos nefastos ao planeta e definitivamente é preciso reverter esse cenário.

mockup