Pol¡ticos antigos lutam pelo poder
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de abril de 2003
Alexandre Palmar<BR>Equipe da Folha 
Dois grandes motivos da descrença dos argentinos entre os entrevistados são a ausência de projetos alternativos ao modelo atual por parte dos candidatos à presidência e o retorno político de figuras conhecidas da população, como Carlos Menen, presidente por dois mandatos sucessivos (1989 a 1999), e Adolfo Rodríguez Saá, presidente por uma semana.
As aparentes novidades são o peronista apoiado pela cúpula do governo, Nestor Kirchner, 53, três vezes governador da importante província de Santa Cruz; a deputada federal de esquerda Elisa Carrió, 46, da Argentinos por uma República de Iguais (ARI). De direita, Ricardo López Murphy, 54, do Movimento Federal para Recriar o Crescimento.
Pesquisa do instituto Graciela Römer & Associados, feita em março, com 1,8 mil pessoas, indica Nestor Kirchner com 16,7%, Rodríguez Saá com 14,7%, Carlos Menem com 13,8%, Elisa Carrió com 12,8% (especialistas destacam seu potencial de crescimento), Ricardo López Murphy com 9,6%.
O mesmo estudo dá um recado aos candidatos através de uma pesquisa. A lista de exigências tem a seguinte ordem: fim da pobreza e da fome lidera (20%), fim da corrupção (17%), emprego e distribuição de renda (10%), acesso à educação (8%), garantia de cumprimento das promessas (7%), administrar recursos públicos com eficácia (5%), vida digna aos jovens (5%).


