O comércio e a prestação de serviços seguraram Londrina entre as 50 cidades com maior Produto Interno Bruto (PIB) do País. Ranking divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que o município conseguiu melhorar dez posições entre os anos de 2011 e 2012, saindo da 55ª colocação para a 45ª. Em valores, a soma de todas as riquezas produzidas saltou de R$ 10,7 bilhões para R$ 12,8 bilhões e elevou o PIB per capita de R$ 21.071,01 para R$ 24.871,62.
Londrina é polo de uma região com mais de 1 milhão de habitantes, centro de compras e de prestação de serviços. Tanto que esse último segmento foi responsável por 81% de todo o PIB líquido gerado na cidade. Nesse contexto, os dados indicam claramente que a falta de indústrias instaladas não impactaram tão fortemente na economia, pelo menos em 2012. Além disso, naquele ano Londrina enfrentou grave crise política, com a cassação do mandato do então prefeito Homero Barbosa Neto e com a renúncia do vice José Joaquim Ribeiro, que havia assumido a Prefeitura.
Os números mostram que, apesar da conjuntura, a cidade conseguiu se manter e continuou como referência na região. Tanto que a movimentação também foi puxada pela agropecuária que, apesar da pequena participação na economia local, impactou positivamente porque motivou moradores de outros municípios a "gastarem" aqui.
Se Londrina mantém sua posição de polo regional, é importante que ocorra o incremento da economia, até mesmo porque, apesar do crescimento, a cidade está 14 posições atrás de Joinville (SC) e 17 atrás de Ribeirão Preto (SP), ambas do mesmo porte. É preciso fortalecer a economia local, com incentivos a todos os segmentos. Apesar de o setor industrial não ter se saído bem naquele ano, é importante acrescentar que as indústrias exigem trabalhadores mais qualificados e, consequentemente pagam salários mais altos. Desta forma, podem contribuir para fortalecer ainda mais o polo educacional já instalado na cidade.

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