Políticas públicas e o jeitinho
O brasileiro firmou-se ao longo dos séculos como um povo, por si só, acostumado a consagrar a expressão "tapar o sol com a peneira". Políticas públicas para combater a criminalização precoce e ideias para coibir a violência na juventude são pautas cada vez mais em segundo plano, tidas como "ideológicas" ou "utópicas", pois grande parte da população apoia a redução da maioridade penal como uma forma de "se livrar" dos adolescentes infratores. Como se no Brasil existisse prisão perpétua! Ou tais cidadãos acham que esses jovens nunca mais irão sair e se reinserirem na sociedade novamente? Acredito que não compensa se livrar temporariamente de infratores de determinado potencial ofensivo para se deparar com bandidos 30 vezes piores daqui uns anos quando os mesmos saírem da escola do crime que são as penitenciárias brasileiras. A grande massa precisa aprender a esquecer o "jeitinho" e começar a pensar a longo prazo.
ANA CAROLINA SEKIAMA (estudante de Direito) - Londrina

Por que políticos ignoram anseios populares?
O deputado federal Ricardo Barros, relator do orçamento de 2016, quando propõe a duplicação das verbas do Fundo Partidário não se dá conta que a sociedade não aguenta mais ver o dinheiro dos seus impostos ser jogado fora pelos políticos de plantão. Dos 12 meses de trabalho deste ano, 5 meses foram destinados a pagar os pesados impostos para manter a obesa máquina pública em funcionamento. Se fizermos uma consulta popular, nove entre 10 brasileiros dirão que o número de políticos nos segmentos federal, estadual e municipal devem ser cortados pela metade, em razão do pouco serviço que prestam e que beneficiam a sociedade. Aqueles eleitos em novembro de 2014, até agora – 1 ano depois – pelo que se sabe, tudo que fizeram foi brigarem entre si numa disputa renhida entre cassação de mandato e impeachment, ignorando que foram eleitos para propor projetos que beneficiem a sociedade e não a si próprios. Simplesmente ignoram as manifestações populares sejam elas nas ruas ou em frente ao Congresso Nacional. E o nosso nobre deputado ainda quer aumentar as verbas do Fundo Partidário? Tenha dó! Nas empresas privadas, funcionários que não trabalham e não correspondem aos anseios do patrão são mandados embora. Que bom seria se o povo pudesse demitir do cargo aqueles que elegeu e que nada fazem em prol da melhoria da vida da população.
JOÃO MASSARUTTI (professor) - Londrina

‘Inferno padrão Fifa’
O ex-presidente da CBF José Maria Marin saiu do purgatório, na Suíça (após 5 meses preso), mas agora está vivendo um verdadeiro "inferno padrão Fifa", ou seja, curtindo uma prisão domiciliar em Manhattan, na Quinta Avenida, em Nova York. Com certeza, muitos brasileiros devem estar sensibilizados com o destino desse pobre idoso de 83 anos e até querendo cumprir esta dura pena no lugar dele. Trata-se de um apartamento particular, localizado no edifício de nome pomposo "Trump Tower". Apesar dessa "indigesta" pena sobre o apenado, nem tudo será desgraça para o velhinho, pois ele ainda poderá fazer compras nos arredores e até mesmo ir à igreja, mas terá que pagar o dízimo em dólares. Na balança comercial de corruptos, o Brasil já é exportador.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina

‘Super Dilma’
Se a presidente Dilma Rousseff é a 37ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo a Forbes, imaginemos, então, a desgraça que não devem ser aquelas piores avaliadas.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Pequenas corrupções
No nosso dia a dia cometemos pequenas corrupções: furar uma fila, comprar um CD ou DVD pirata, responder a chamada por alguém na escola, bater ponto no trabalho por alguém, comprar um produto falsificado, furar o sinal de trânsito, entre tantas outras. Precisamos dizer não a essas pequenas corrupções, pois alguém sempre será prejudicado ou beneficiado injustamente. Omitir-se também é errado. Por exemplo, se percebermos que alguém está cometendo qualquer tipo de corrupção, devemos alertar essa pessoa, pois quanto mais acharmos normal esse tipo de atitude, mais acharemos normal as grandes corrupções, nos tornando coniventes. Quando corrompemos uma pessoa, estamos corrompendo a nós mesmos, nos enganando e nos deixando tornar corruptos. Pare e pense se essas pequenas atitudes são corretas, se só porque são comuns podemos praticá-las. Somos acostumados a criticar políticos e grandes corrupções, mas nós também praticamos algumas no nosso dia a dia, então devemos lembrar que só mudando as pequenas atitudes é que poderemos um dia mudar as grandes.
CATARINA DALAPOLA GUIZILINI (estudante) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup