O governo federal precisa garantir a efetiva aplicação dos pacotes de incentivo à indústria nacional. No mês passado o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o ''Plano Brasil Maior'', que oferece vários benefícios ao setor industrial, um dos mais afetados pela crise econômica mundial e pela forte concorrência de produtos importados no mercado doméstico. As medidas valem para 15 setores considerados mais prejudicados pelo cenário, como o têxtil, confecções, couro e calçados, móveis, plásticos, material elétrico, autopeças, ônibus, tecnologia da informação, entre outros. Os benefícios seriam desoneração da folha de pagamento e redução da alíquota de impostos.
No entanto, até agora o pacote parece não ter surtido efeito, uma vez que o segmento foi afetado pela desaceleração econômica. O resultado atingido no primeiro trimestre deste ano já não foi animador e também não há perspectivas de melhora. Segundo informações da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a produção industrial paranaense caiu 0,65% em relação ao mesmo período do ano passado. Os piores resultados foram registrados pelos setores de alimentos e bebidas (-6,32%) e veículos (-6,29%), que têm mais peso na formação do índice.
No entanto, desde o lançamento do plano foram feitas críticas aos incentivos apresentados. A principal delas é a falta de políticas macroeconômicas, como a redução da apreciação do real frente ao dólar e de uma política de juros mais adequada que favoreçam investimentos e a competição com produtos importados.
As indústrias têm grande participação no índice de desenvolvimento das regiões onde estão inseridas. São grandes geradoras de emprego, oferecem níveis salariais mais altos do que os demais setores econômicos, contribuem com a arrecadação de impostos e agregam valor às commodities, gerando mais valor e renda. É um setor de grande importância à economia e, por isso, é importante o desenvolvimento de uma política que incentive o setor.

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