POLÍTICA ESTADUAL - ''Tenho o desejo de ser governador do Paraná''
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de março de 2009
Paula Costa Bonini<br>Reportagem Local 
Beto Richa (PSDB) é considerado o melhor prefeito do Brasil, de acordo com pesquisa DataFolha. Em uma escala que vai de zero a dez, obteve média 7,8. Nascido em Londrina, cumpre o segundo mandato como Chefe do Executivo em Curitiba.
Entre os compromissos políticos em Londrina, ele conversou com a reportagem da FOLHA. Falou sobre sua colocação no ranking de prefeitos e das especulações para as eleições do ano que vem. Também comentou a respeito da aliança entre o PDT e o PSDB.
O senhor foi considerado o melhor prefeito do Brasil em recente pesquisa elaborada pelo DataFolha. A que atribui essa colocação?
Eu recebo com humildade essa indicação e fico muito honrado pela demonstração de generosidade e carinho dos curitibanos conosco. Isso nada mais é do que resultado da nossa administração, do jeito novo de administrar que nós implantamos com respeito às pessoas e com democracia. Fizemos mais de 250 audiências públicas nos quatro primeiros anos da nossa gestão, para dar direito aos curitibanos de decidir o seu futuro, opinar e criticar a nossa gestão, para que possamos corrigir eventuais erros. Essa administração dinâmica, vigorosa, as obras por toda a cidade, o respeito da nossa gestão com as pessoas, se traduz nessa relação de confiança sólida que construímos ao longo do nosso mandato que culminou com essa aprovação altíssima - pela sexta vez o melhor prefeito do Brasil.
O senhor é pré-candidato nas eleições de 2010?
Tenho respondido muito essa pergunta. Essa expectativa do Paraná inteiro em relação ao meu nome para o governo é reflexo da gestão que temos feito, dos resultados que o Brasil inteiro reconhece e com mais intensidade o Paraná. Eu acho que é cedo para se falar em nomes. Tenho defendido a tese de que devemos manter a união de um grupo de partidos que já caminhou junto nas últimas eleições, cujas lideranças políticas têm afinidades ideológicas e programáticas. O ano que vem é o momento adequado para escolher quem reúne as melhores condições para ser candidato a governador. O grupo tem bons nomes a apresentar ao Estado. Não escondo que tenho desejo de um dia ser governador e poder dar a minha contribuição ao Paraná a exemplo do que faço em Curitiba.
Pesquisa do DataFolha aponta que, atualmente, 39% do eleitorado paranaense quer o Beto Rica como governador do Estado na próxima gestão. Como avalia essa especulação?
Fico sensibilizado com essa demonstração de confiança dos paranaenses e volto a insistir que isso é reflexo dos resultados de Curitiba. Cada vez se comprova mais que o eleitor e as pessoas em geral não estão se deixando levar por demagogias e promessas fáceis. Eles querem saber de resultados.
O senhor estabeleceu um plano de metas a serem seguidas pelos secretários até o final do ano. Por que selou esse contrato de gestão?
No primeiro mandato tivemos muitos avanços, conhecemos melhor a estrutura de Prefeitura, as deficiências e as carências da cidade. Chegamos nesse segundo mandato entendendo que era possível avançar ainda mais. Fizemos o contrato de gestão, que consite em compromissos que todos os secretários assumiram com a nossa administração, buscando cumprir metas e objetivos. Basicamente os que foram apresentados na campanha eleitoral no nosso plano de governo. Todos assumiram o compromisso de honrar cada proposta que estava no nosso plano e vão ter um acompanhamento sistemático de uma comissão que vai avaliar o andamento ou não dessas metas nas mais diversas secretarias. Isso também dá a transparência que almejamos, para que a sociedade e a mídia possam acompanhar e cobrar todo o andamento desse plano de metas, que, sem dúvida, vai trazer bons resultados.
Na sua opinião, a aliança entre o PDT e PSDB se mantém até as eleições de 2010?
Eu espero que sim e trabalho para isso. O PDT do senador Osmar Dias é um dos partidos importantes, estivemos juntos nas últimas eleições. Trabalho para que essa aliança seja mantida e possivelmente tentar atrair outros partidos que já demonstraram interesse em integrar essa aliança. Quando eu falo que é cedo para se falar em nomes é justamente para que possamos facilitar esse entendimento. Imagina se cada partido lançar um candidato, aí não tem conversa, cada um vai caminhar isoladamente. Para se conseguir a união, o entendimento é que não é momento de se falar em nome. O momento adequado e oportuno será no ano que vem.


