Cascavel – Uma rebelião ocorrida na noite de sábado, na cadeia pública de Cascavel, deixou ferido o policial civil Sérgio Santos Morais, atingido por três disparos no peito. O policial foi encaminhado para o Hospital Universitário onde permanecia internado na UTI ontem.
A rebelião começou depois do horário de visita, quando o policial abriu a cela que dá acesso ao corredor para que o lixo fosse recolhido. Os presos de uma das celas já haviam estourado o cadeado e surpreenderam Sérgio. Um dos presos estava armado e disparou contra o policial, que mesmo ferido conseguiu revidar os tiros.
O barulho dos disparos chamou a atenção dos policiais de plantão que se dirigiram à carceragem. Mais tiros foram disparados e os presos que estavam no corredor voltaram para a cela. O clima ficou tenso quando os mais de 300 detentos tentaram arrombar as grades das celas.
O comandante da Polícia Militar, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, mobilizou todo o efetivo e acompanhou as negociações feitas pelo delegado-chefe da 15ª SDP, Valmir Soccio. Os presos se mantinham irredutíveis e pediam que a imprensa acompanhasse as negociações, que deveriam ser feitas pelo juiz-corregedor Rosaldo Elias Pacagnan.
Os detentos que pediam celulares para falar com familiares e que a rebelião fosse transmitida ao vivo pelas televisões. Após longa negociação, o juiz convenceu os detentos a encerrar a rebelião e entregar as armas.
A carceragem foi esvaziada pelo Grupo de Operações Especias da Polícia Militar e todos os presos foram levados para o pátio. Durante a revista foram encontrados dois revólveres dentro das celas. O delegado Valmir Soccio deve abrir hoje um procedimento interno para investigar como as armas chegaram até os detentos.

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