O corregedor-geral da Polícia Civil, Adaulto Abreu de Oliveira, informou que dez dos 12 novos investigadores que chegam a Londrina neste mês respondem ou já responderam a processos administrativos. Destes, seis respondem a processos por acusações graves, como furto de veículos e tráfico de drogas. A revelação contesta a afirmação do delegado-chefe da Divisão de Policiamento do Interior (DPI), Clóvis Galvão, que disse que apenas um dos investigadores era alvo de procedimento investigativo.
''Desde o ano passado, a Polícia Civil está agilizando processos que podem acarretar penas máximas de demissão. Os casos pendentes devem ter investigações concluídas até dezembro'', disse. Oliveira, porém, afirmou que os dez policiais devem vir a Londrina e não serão substituídos. ''Temos pouco tempo e a cidade não pode ficar sem policiais. Quem ainda responde a processo e não foi condenado e os que foram absolvidos são oficiais iguais a todos.''
Oliveira também disse que alguns dos investigadores transferidos já haviam trabalhado em Londrina, mas não soube precisar quantos. Agora, ele deve passar os dados para o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. Os 12 investigadores servirão de reforço aos seis distritos policiais, atendendo a reivindicação do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Pedro Colaço.
Oliveira falou também do policial civil Adalto Aparecido da Cunha, de Reserva, preso na quarta-feira acusado de participação no tráfico de drogas. ''Já foi instaurado processo disciplinar direto contra ele e em no máximo 120 dias o pedido de demissão deve ser encaminhado ao governador, em caso de condenação'', disse.

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