Curitiba - A diretoria do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) decidiu ontem, em reunião com representantes de delegacias de Curitiba e região metropolitana, propor o estado de greve na corporação. A assembléia para ratificar a posição deve ser realizada na semana que vem, em data ainda ser definida. Em Londrina a assembléia foi realizada ontem à noite e os policiais decidiram pelo indicativo de greve para daqui a 30 dias. A entidade quer que o governo implante um Plano de Cargos e Salários (PCS), que elevaria piso salarial das carreiras de base dos atuais R$ 400,00 para R$ 1,2 mil.
O Sinclapol não quis propor a greve para que a população não ficasse revoltada, alegou o vice-presidente do sindicato, Wilson Monteiro. ‘‘Já existe falta de policiamento e não queremos jogar a sociedade contra nós’’, disse. Segundo ele, o estado de greve é um alerta ao governo para que seja dada maior atenção à Polícia Civil.
Em Londrina, o presidente do Sindicato dos Policiais de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, disse que o assunto voltará a ser discutido em uma assembléia, que acontecerá no mesmo dia que a de Curitiba. A exemplo da Capital, o sindicato de Londrina também decidiu pelo estado de greve, que servirá de alerta para o governo. ‘‘Vamos colocar faixas na delegacia avisando que estamos em estado de greve’’, afirmou.
O Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região também fez assembléia ontem à noite para ratificar o indicativo de greve, decidido na semana passada. Até o fechamento desta edição a assembléia não havia terminado. Segundo o presidente da entidade, João Soares, as empresas estão oferecendo reajuste de apenas 5%, enquanto eles pedem pelo menos 10%. Cerca de 17 mil vigilantes patrimoniais e de valores podem entrar em greve a partir da zero hora de 1º de fevereiro. Uma nova rodada de negociações marcada para 28 de janeiro. (Colaborou Lucilia Okamura)

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