Brasília - O resultado do exame de DNA é a última prova que a Polícia Civil do Distrito Federal espera para ter certeza de que, desta vez, localizou Pedrinho. Há mais de 16 anos, o bebê, com apenas um dia de vida, foi levado de um hospital particular da cidade por uma mulher que se identificou como assistente social. É a sexta vez que um ''possível'' Pedrinho faz o exame de DNA. Mas policiais estão convencidos de que, agora, estão diante do verdadeiro filho de Jairo Tapajós e Maria Auxiliadora Braule Pinto, por causa das semelhanças físicas.
''É como estar em um túnel escuro sem achar a saída'', definiu ontem Jairo Tapajós, pai do sequestrado, ao comentar a angústia e a dor que transformaram a vida dele e de sua mulher. Ele também acredita que, desta vez, o filho foi encontrado. Ele contou que o suposto Pedrinho tem os dedos dos pés como os da família de sua mulher e o mesmo tipo sanguíneo de Maria Auxiliadora. Cauteloso, porém, aguarda o resultado do exame de DNA, que a polícia promete divulgar hoje.
Jairo conversou ontem por telefone com Júnior, o rapaz que mora no interior de Goiás e a polícia suspeita ser Pedrinho. Na conversa, convenceu o rapaz a fazer o exame para tirar a dúvida. ''Não tenho certeza de nada, mas você se parece comigo e continuar na dúvida não será bom para nenhum de nós dois'', argumentou Jairo.
De início, Júnior se recusou a fazer o exame por receio de descobrir não ser filho do homem que sempre conheceu como pai, que morreu no mês passado. Ele deixou uma herança para Júnior. A denúncia de que ele seria Pedrinho pode ter sido feita por alguém interessado na herança.

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