Polícia paquistanesa prende sequestrador de jornalista
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo A polícia paquistanesa prendeu ontem o xeque Ahmed Omar Saeed, 29, o principal suspeito pelo sequestro do jornalista americano Daniel Pearl. Segundo a polícia, o militante islâmico nascido no Reino Unido afirmou que o repórter ainda está vivo.
O chefe da polícia de Karachi, Tariq Jamil, disse que o xeque Omar, como é conhecido, foi preso em Lahore e seria levado a Karachi para mais interrogatórios. Durante a investigação inicial, ele disse que Pearl estava vivo e em Karachi, afirmou Jamil.
Pearl, 38, repórter do Wall Street Journal, desapareceu em Karachi em 23 de janeiro enquanto tentava contatar grupos radicais islâmicos e investigar ligações entre Richard Reid, que tentou detonar explosivos escondidos nos sapatos num vôo Paris-Miami em dezembro, e a rede Al Qaeda, de Osama bin Laden.
A prisão do xeque contou pontos a favor do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, que chegaria ontem aos EUA para uma visita oficial. A Índia, que declarou achar suspeita a coincidência de datas, pediu a extradição do xeque. Parece um pouco suspeito que ele tenha sido preso um dia antes de Musharraf se encontrar com o presidente dos EUA, George W. Bush, disse o ministro-assistente das Relações Exteriores da Índia Omar Abdullah.
Já Musharraf afirmou ontem que conversou com funcionários americanos sobre indícios de que a Índia pode estar planejando um novo teste de bomba nuclear.
Ataque A Casa Branca afirmou ontem que não há nenhuma ação militar iminente contra o Iraque, desmentindo uma reportagem publicada anteontem pelo jornal USA Today dizendo que a administração do presidente George W. Bush estava se preparando para ataques aéreos contra o país. Não há nenhuma ação militar iminente, disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, ao ser questionado sobre a reportagem. O jornal cita funcionários do governo e diplomatas na região para sustentar sua tese.
O jornal diz que viagem do vice-presidente Dick Cheney ao Oriente Médio, em março, serviria para debater com os aliados da região o suposto ataque. Nos últimos dias, têm crescido as especulações sobre a possibilidade de o Iraque ser o próximo alvo da guerra contra o terrorismo.


