Polícia já tem suspeito da morte de petista
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sábado, 06 de julho de 2002
Mônica Kaseker<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil deve pedir a prisão temporária de um suspeito no caso do assassinato do presidente municipal do PT de Imbituva, Oscar Faccini, que aconteceu na madrugada de sexta-feira. O nome do suspeito não foi divulgado ontem pela polícia, mas ele já prestou depoimento e se submeteu a um exame para verificar se havia resquícios de pólvora nas mãos, na Delegacia de Ponta Grossa. A viúva, Santa Faccini, também seria ouvida ontem à tarde na Delegacia de Imbituva.
O delegado titular do município, Sílvio Eduardo Helwig, preferiu não revelar o nome do suspeito antes de pedir sua prisão temporária e aprofundar as investigações. Em seu depoimento, o suspeito teria negado o crime. Faccini voltava a pé de uma reunião partidária quando recebeu um tiro no rosto e mais dois tiros na nuca, em frente a sua casa.
Segundo o vereador André Passos (PT), que conhecia de perto o trabalho de Faccini em Imbituva, há dois anos e meio a vítima vinha denunciando casos de trabalho infantil e mortes de trabalhadores nas madeireiras da região, além de ter criado a associação dos amputados. Muitas denúncias foram enviadas ao Ministério Público e um dos indiciamentos está previsto para acontecer nesta semana.
Todas as informações sobre os casos investigados por Faccini foram registradas por ele num dossiê, que será entregue à polícia. O PT deve ficar com uma cópia dos documentos para acompanhar as investigações.
Imbituva fica a 45 km de Ponta Grossa e tem na atividade madeireira um dos principais pontos de sua economia. O envolvimento de Faccini com a causa dos acidentes de trabalho, segundo Passos, começou quando ele trabalhava numa madeireira onde ocorreu a morte de um operário. Faccini teria alertado a empresa pelas condições irregulares de funcionamento de uma máquina, que acabou ''engolindo'' o colega de trabalho. Logo depois do acidente, Faccini teria sido demitido.


