Polícia Federal já tem nome de 2 exportadores de mogno
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de fevereiro de 2002
Leandro Donatti Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Federal brasileira está na pista dos dois maiores grupos que financiam a extração ilegal de mogno de reservas indígenas e de unidades de conservação para venda nos mercado interno e externo. A informação foi repassada ontem pela assessoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O delegado federal Jorge Pontes cuida das investigações. Pontes está com o presidente do Ibama, Hamilton Casara, em viagem oficial aos Estados Unidos, um dos maiores importadores do mogno brasileiro. O Porto de Paranaguá, no Paraná é uma das principais vias de saída da madeira, ainda presente no Pará, para o exterior. Os nomes dos grupos investigados são mantidos em sigilo pela Polícia Federal para não atrapalhar as investigações.
Segundo informações fornecidas pela assessoria do Ibama, o chefe do Departamento de Justiça Americano, Richard A. Udl, acompanhado de toda a sua equipe, do FBI, da Interpol, e dos setores ambientais americanos, prometeu a Casara embargar a entrada e o comércio de qualquer produto brasileiro de origem ilegal.
Para aplicar a legislação penal americana contra crimes ambientais que prevê pesadas multas e pena de reclusão sem direito a fiança as autoridades americanas solicitaram ao presidente do Ibama a certificação da Lei de Crimes Ambientais brasileira, com cópia do Diário Oficial contendo a publicação da lei.
Casara informou que a disposição das autoridades americanas é de identificar as cargas e apreender os estoques ilegais provenientes do Brasil que chegam aos portos dos Estados Unidos. Metade da multa aplicada aos infratores nos Estados, pela legislação em vigor, é enviada ao país de origem, como indenização.


