Curitiba - Um fugitivo da Penitenciária Estadual de Florianópolis (SC), identificado como Valdir Saggin, foi cercado ontem à tarde pela polícia do Paraná e até o fechamento desta edição ainda não havia se rendido.
Saggin estava com mais outras três pessoas dentro de uma casa num bairro de classe média em Curitiba. A polícia cortou a água e a luz do imóvel com o objetivo de forçar uma negociação. O clima foi de tensão durante todo o dia. Cerca de 100 policiais civis e militares da Tropa de Choque isolaram a área. Moradores de casas vizinhas tiveram de ficar fora do cordão de isolamento.
O cerco foi montado minutos depois de uma troca de tiros, por volta das 13 horas. Um gol branco, transportando armas, foi interceptado por um grupo de policiais federais que estavam de campana. Joelson Bruno Andrei, foragido do 3º Distrito Policial de Florianópolis, que estava dentro do carro, se entregou.
O outro bandido, ainda não identificado pela polícia, fugiu. Foi neste momento que Saggin percebeu o perigo e se trancou na casa. Havia suspeita de que uma das mulheres presas na casa era sua mulher. O outro casal, também cercado pela polícia, seria integrante da quadrilha.
O proprietário da casa contou que os dois casais alugaram o imóvel há um mês. O movimento na casa, segundo moradores, não levantava suspeita. Saggin chegou a conversar com um repórter da afiliada da Rede Globo no Paraná, por telefone. Disse possuir uma metralhadora.
O fugitivo exigiu a presença de um delegado de polícia, de um advogado e de um juiz. Por volta das 19 horas, o juiz da 2ª Vara Federal em Curitiba, Nicolau Konkel Junior, chegou no local. Saggin disse que só se entregaria com a garantia de vida. O fugitivo solicitava ainda a presença da irmã, que mora em Florianópolis.
A delegada Ana Zelinda Buffara e o secretário de Segurança, José Tavares, também foram chamados para as negociações, comandadas pela Polícia Federal. Tavares não havia chegado ao local até as 22 horas. No seu lugar, estava um representante da secretaria. A previsão era de que as negociações avançariam a madrugada. A polícia aguardava a chegada da irmã de Saggin.

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