A Procuradoria-Geral de Justiça, que está auxiliando as investigações das polícias Civil, Militar e Federal sobre o assassinato do promotor de Justiça Francisco José Lins do Rego Santos, ocorrido na última sexta-feira, em Belo Horizonte, deverá entrar nos próximos dias com um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) contra a liminar que concedeu habeas-corpus a oito pessoas, entre proprietários e gerentes de postos de gasolina da capital mineira e região metropolitana.
O pedido de prisão preventiva, acatado no início de janeiro pelo juiz da Terceira Vara Criminal de Contagem, Geraldo Claret de Arantes, foi indeferido no dia 18 pelo desembargador Tibagy Salles, relator do processo, sob o argumento de que os autos não preencheram os requisitos necessários. Promotores requisitaram ontem o processo e estudam um recurso contra a liminar concedida pelo desembargador. No MPE, no entanto, impera a lei do silêncio e ninguém quis confirmar novo pedido de prisão preventiva.
O advogado Rogério Rodrigues Urbano, que conseguiu o habeas-corpus dos indiciados, garantiu que caso a liminar seja cassada, seus clientes irão se apresentar à Justiça mineira. As investigações vêm sendo mantidas em sigilo pela força-tarefa. Na tentativa de elucidar o assassinato, a PM vem desencadeando, desde o final de semana, grandes operações nas favelas da região metropolitana da cidade em buscas de suspeitos do crime. Pelo menos 930 policiais estão se revezando nas buscas.

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