Álvaro Grotti Júnior, gerente de fiscalização de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, diz que o problema das lombadas é polêmico e difícil de ser resolvido a curto prazo. ''O número de pessoas que querem a instalação de quebra-molas é o mesmo das pessoas que não querem'', afirma. Novas lombadas só podem ser colocadas em casos especiais, após um estudo preliminar e com um forte motivo. ''O novo código praticamente proibiu sua instalação. A recomendação é de que não se coloquem mais redutores de velocidade''.
Segundo Grotti, não há como promover a retirada de todas as chamadas ''ondulações transversais'', como determina a legislação de trânsito, devido à carência de estrutura e de recursos da Secretaria de Obras municipal. ''O procedimento é sempre retirar as lombadas das ruas onde são executados novos projetos do Ippul'', garante.
O gerente de fiscalização também diz que, por causa disso, a readequação dos quebra-molas, adequando os redutores à nova legislação, não são executadas. ''Se a ordem é retirá-las, não há porque reformá-las'', argumenta. Um problema encontrado é o do próprio desconhecimento da população em relação ao código. Grotti Júnior lembra que é comum, por exemplo, que pedidos para novas lombadas venham dos próprios vereadores do município. ''Não há como negar que elas tenham papel importante na redução de velocidade e, por consequência, de atropelamentos e acidentes'', complementa.

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