No Congresso Brasileiro de Jornais, que acaba de se realizar em São Paulo, mais uma vez revelou-se a continuidade do jornal como veículo que mais decide numa compra. Ele supera a TV, embora quando um produto é divulgado pelos dois veículos ao mesmo tempo ganhe robustez no ranking de vendas. O jornal é a mídia mais consultada por leitores regulares e eventuais na hora da aquisição de um bem. Ele é lido todos os dias da semana, e mais nas quartas e domingos, exatamente no meio da semana, que é o de pleno momento de trabalho, e nos finais, quando é tempo de descanso e lazer. A justificativa para a preferência desse meio é que, na relação com os demais veículos, as pessoas manipulam o jornal com mais calma e atenção, por isso cresce sua capacidade de absorção da informação, incluido o conteúdo da publicidade e das ofertas. Ademais, fornece a vantagem de ser relido, de ser repassado a outras pessoas, de ser guardado e ir inclusive guardando a história da propaganda. Uma marca revista cinquenta anos depois, ou mais - o que a mídia impressa permite - continua rendendo dividendos. Não se nega que também uma gravação de TV, cinema, rádio, perpetua imagens e vozes, mas as pessoas não as guardam, como um jornal. Há famílias que arquivam vários jornais inteiros - locais, regionais, nacionais e mesmo externos - do dia em que nasce um filho, um neto, para que vejam no futuro o que acontecia nessa data. A estatística fala que um exemplar de jornal é lido em média por 6 pessoas e que cada uma fica em torno de 33 minutos com um jornal nas mãos, aumentando esse tempo para 37 minutos nos finais de semana. A compra de bens duráveis - automóvel, casa, apartamento e também bebidas e produtos de limpeza por exemplo - é bastante decidida pela propaganda vista no jornal e seus encartes. E onde o jornal perde para a TV, a porcentagem é mínima. A mídia impressa é a mais cara, pelos seus múltiplos componentes, incluindo o elevadíssimo custo das máquinas impressoras. Ademais o jornal precisa ser levado ao leitor - por via das bancas e das entregas em domicílio - o que não ocorre com a mídia eletrônica. Fala-se da magia de folhear um jornal e do poder da letra e da imagem impressas, que passam a ser de domínio público e, no caso das manifestações de agrado ou de protesto, reproduzem-se no leitor, como se fossem dele as palavras. Pelos números revelados, também nos países de baixa alfabetização o jornal é ainda triunfante como veículo mais acreditado na difusão de notícias, opinião e propaganda.

mockup