Pobre povo
As autoridades se unem para arrumar primeiro o que é sua prioridade e, se um dia sobrar tempo, talvez a prioridade do pobre
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
As autoridades se unem para arrumar primeiro o que é sua prioridade e, se um dia sobrar tempo, talvez a prioridade do pobre
Os políticos de Brasília que ganham exageradamente bem, agora resolveram fazer gentilezas com o chapéu dos outros, dos eleitores que ganham bem, bem pouco. Com aumentos, gratificações, folgas, produtividade, licença por dias trabalhados, prêmios, bonificações, enfim, tantos benefícios que só faltou um frango assado de quermesse. Com tudo isso, alguns servidores talvez dobrem de salário e ultrapassem o teto constitucional, sempre montando na cabeça do pobre, o pisado, a base da pirâmide, bem parecida com aquele esquema de pirâmide que sempre estoura no lado mais fraco.
Com tanta fome disfarçada, esgoto inexistente, rodovias cheias de buracos ou pedágio, saúde à beira da morte sem um amém. A educação, uma prioridade só no papel, no discurso vazio, a segurança que não se segura. Situação e oposição se unem para o bem comum deles e os chegados, a diferença abissal, social desta sociedade sem alternativa para os esquecidos. As autoridades se unem para arrumar primeiro o que é sua prioridade e, se um dia sobrar tempo, talvez a prioridade do pobre que não é tão prioridade assim. E, de escândalos em escândalos, o povo tonto já se acostumou a bancar as benesses dos políticos e assessoria, sem reclamar, afinal carneiro não berra. Se o salário dos políticos fossem atrelados a qualidade de vida do brasileiro miserável pagador de impostos, talvez o salário de um político não seria mais que cinco mil reais ou o povo tivesse mais dignidade humana.
Manoel Jose Rodrigues (assistente administrativo)Alvorada do Sul





