A falta de planejamento é algo latente às administrações públicas. As gestões, normalmente, não trabalham com projetos de longo prazo e, na maioria dos casos, faz-se opção por um plano cuja execução produza resultados mais rápidos. Infelizmente, as administrações estão focadas na reeleição ou apenas em eleger os sucessores. Se no geral, a política brasileira funciona dessa forma, mais uma vez a "conta" acaba ficando para a população.
Reportagem desta FOLHA discutiu a elaboração de planos municipais, exigidos por leis federais. Esses projetos são importantes porque a partir da sua correta elaboração, o município fica apto a receber recursos federais, tanto na ocorrência de desastres naturais como para investimentos em obras e melhorias. Além disso, os planos determinam a implementação de políticas públicas que devem ser seguidas, independentemente da administração municipal. Talvez esse último item seja o fator mais importante. Quando há planejamento todos ganham.
Deve-se acrescentar ainda que o atraso na elaboração dos planos não é exclusividade de Londrina. Para ficar em apenas um exemplo, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou que até o final do ano passado 48% dos municípios brasileiros não tinham elaborado o Plano de Contingência. O problema é grave, considerando o aumento de ocorrências como fortes chuvas, enchentes, deslizamentos de morros e encostas e, por aí vai. Nesse caso, já estariam traçadas estratégias de prevenção e que minimizam riscos e danos à população. Outro ponto importante é que garante agilidade na liberação de recursos.
Portanto, é cada vez mais urgente que a eficiência administrativa da iniciativa privada seja implementada na gestão pública. A população não pode continuar à mercê da enorme burocracia e da grande ineficiência que impera nas administrações públicas. É preciso que a sociedade exija uma mudança de postura.

mockup