Planejar o trânsito de Londrina
O trânsito é problema importante nas grandes e médias cidades brasileiras, e mesmo Curitiba, que já foi modelo no passado, hoje vive os seus perrengues. Londrina está passando pela mesma situação e trechos de congestionamentos pipocam em diversos pontos da cidade nos horários de rush, irritando motoristas e passageiros. Algo que deve ajudar - e muito - é a elaboração de um bom Plano de Mobilidade Urbana. O documento é obrigatório para todos os municípios com mais de 20 mil habitantes e o prazo para a sua elaboração termina em pouco mais de um ano. Ignorando a importância desse estudo, 94% dos gestores municipais não começaram a confeccionar o plano de mobilidade, conforme adiantou o Ministério das Cidades. Na edição desta segunda-feira (5), a Folha de Londrina debate esse tema. A data limite definida pela Política Nacional de Mobilidade Urbana era 2015, foi prorrogada até abril de 2018 e uma Medida Provisória editada pelo governo no início deste ano - e que precisa ser votada pelo Congresso - estipulou abril de 2019. Londrina, que tem 1,4 automóvel por habitante, é uma das cidades que ainda não elaborou o seu plano. Mas já vem pensando nos pontos que precisam de intervenção. A diretora de Trânsito e Sistema Viário do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Denize Ziober, cita algumas necessidades, como a a rotatória da avenida Leste-Oeste com Rio Branco, Ayrton Senna com Maringá e as avenidas Winston Churchill, Saul Elkind, Juscelino Kubitschek, Bandeirantes e Duque de Caixas. Ela também lembra que é preciso encontrar soluções para a BR 369 e outros pontos e situações mostrados na reportagem da FOLHA. São muitos gargalos e sempre o velho dilema de se beneficiar carros ou pessoas. É uma questão que não pode ser esquecida. Um plano de mobilidade como se espera não se restringe à circulação viária, mas leva em conta toda a infraestrutura. É preciso pensar em acessibilidade, em melhoria do transporte coletivo e na integração inteligente dos modais de transporte. Não se pode mais perder tempo. Os municípios que não elaborarem o projeto ficarão impedidos de obter recursos federais na área de mobilidade urbana. E lembrando que tão importante quanto realizar um projeto, é colocá-lo em prática.





