Não ter a obrigação de acordar cedo e bater ponto parecem atrair muitos profissionais para essa modalidade de trabalho. Marco Soraggi, do Cathonegócios, dá as dicas para quem pretende viver somente de trabalhos freelancers: ''Planejamento é fundamental. E para poder planejar é essencial antes de orçar um serviço saber exatamente o que o contratante está esperando que seja entregue. Detalhar ao máximo o serviço ajuda na estimativa de horas que vai gastar e, com isso, no cálculo do valor que deve cobrar pelo projeto.'' Conhecer o mercado em que atua também é muito importante para não cobrar um valor hora nem tão alto nem tão baixo.
Mas será que na prática, dá para se sustentar apenas com freelas? ''No início pode parecer complicado, mas com o passar do tempo as indicações aparecem naturalmente'', responde o designer Fabio Espíndola.
Segundo o designer gráfico Felipe Ledier, a partir do momento em que o profissional decide entrar no mercado por conta própria, ele deve se conscientizar de que não fará apenas o que gosta de fazer. ''Antes de mais nada será um administrador, responsável em produzir, gerenciar, entregar, atender, contabilizar, orçar, administrar, captar, investir, prospectar, enfim, sobre ele estarão convergindo todos os departamentos que uma empresa possuí.''
É preciso tomar cuidado também com a inadimplência, ou seja, os temidos calotes que são tão comuns no setor informal.
As áreas de maior atuação dos freelancers, segundo Soraggi, são Tecnologia da Informação, Design, Traduções e Jornalismo, em função de serem áreas que demandam muitos serviços esporádicos ou pontuais. ''É um mercado que não para de crescer, acelerado também pela rápida popularização da internet nos últimos anos'', complementa.

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