Pilotos de helicóptero estavam cansados, conclui relatório
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os tripulantes do helicóptero do Grupo Pão de Açúcar que caiu em 27 de junho do ano passado, causando a morte da modelo Fernanda Vogel e do piloto Ronaldo Jorge Ribeiro, estavam trabalhando havia mais de dez horas e conduziam o vôo sob condições adversas. Essa conclusão consta do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
''É possível que tais condições tenham causado um desgaste físico nos tripulantes, contribuindo para a ausência de ações adequadas na utilização dos comandos e no monitoramento das ações a bordo da aeronave'', informou o relatório.
O helicóptero decolou de São Paulo, levando, além das vítimas, João Paulo Diniz - namorado de Fernanda - e o co-piloto Luiz Roberto Cintra, com destino a Maresias, no litoral norte de São Paulo. Chovia muito. Quando se preparava para pousar, o helicóptero caiu, a 800 metros da praia.
A investigação constatou que o aparelho havia decolado do heliponto do Pão de Açúcar sem plano de vôo e sem fazer contato com os órgãos responsáveis pelo tráfego aéreo. O piloto, assim, ignorava que as condições meteorológicas no litoral eram desfavoráveis. Além do tempo ruim, o Cenipa relaciona seis itens que contribuíram para o acidente: deficiências na aplicação dos comandos, na coordenação de cabine, de julgamento, de planejamento, de supervisão e indisciplina de vôo.


