O aumento da pichação em Londrina levou à criação de uma força-tarefa formada pelas polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e Associação Comercial e Industrial de Londrina. O objetivo é promover ações que contribuam para coibir esse tipo de ação que tem por alvo danificar o patrimônio alheio, além de interferir na paisagem urbana.
A pichação é considerada crime ambiental, tipificada pela lei 9.605/98, com pena de detenção que varia e três meses a um ano mais aplicação de multa. No entanto, são raros os casos em que os pichadores acabam na cadeia. Dificuldades de se fazer o flagrante, de identificar os responsáveis são alguns dos entraves.
Os pichadores defendem a sua atuação como "liberdade de expressão". Em muitos casos os jovens são motivados pela busca de lazer e adrenalina próprios da idade, querem reconhecimento social, além de ser uma forma de protesto. Para o restante da população, o ato pode ser comparado a uma agressão, tanto do ponto de vista do dano ao patrimônio, da poluição visual e das frases ou símbolos expostos. São atos de vandalismo gratuito contra o ordenamento urbano.
No entanto, muito mais que punição – que, sem dúvida, é importante e faz parte do processo – campanhas de conscientização entre crianças e jovens se fazem fundamentais. É importante que a educação discuta sobre o tema para que a opinião seja formada já entre os pequenos. A educação é uma das principais armas contra a pichação e o vandalismo.
Além disso, é preciso incentivar as denúncias entre a população. Se todos são prejudicados, o zelo com o patrimônio deve partir de todos os cidadãos. Também é preciso o desenvolvimento de ações efetivas das autoridades. Divulgação de telefones específicos para denúncias, agilidade nas averiguações e algum tipo de punição são elementos fundamentais.

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