Pichação e patrimônio público
A falta de fiscalização e de punição continuam a estimular a ação de pichadores. Desta vez, o alvo foi uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), localizada na zona oeste de Londrina. A construção do prédio foi concluída em janeiro, mas até agora não foi aberto à população. O monitoramento da Guarda Municipal (GM) e as câmeras de vigilância espalhadas no entorno do prédio não inibem a ação dos vândalos. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde a inauguração da unidade deve ocorrer apenas na segunda quinzena deste mês.
No entanto, importante destacar que o prédio está concluído há nove meses. A alegação para o não funcionamento é a falta de funcionários e de um equipamento que permite a visualização de exames de raios-x. Não faltou planejamento para coordenar a contratação e o treinamento de funcionários? Não se pode negar que trata-se de desperdício de dinheiro público. O investimento total para a construção da UPA foi de R$ 3,5 milhões: R$ 2,6 milhões do governo federal e o restante proveniente do próprio município.
Se a UPA já estivesse em funcionamento certamente a presença de funcionários e a movimentação de pessoas teriam inibido a ação de pichadores. Além disso, um prédio vazio pode ser motivo de insegurança para os moradores vizinhos, uma vez que pode atrair traficantes, usuários de drogas e marginais. Menos mal que ainda não ocorreram depredações.
No entanto, também é preciso reforçar que a fiscalização contra a ação de pichadores e vândalos em geral deve ser intensificada. Essas pessoas não podem continuar a agir livremente, sem qualquer preocupação e punição. Este crime, inclusive, está tipificado no Código Penal, com punição prevista de três meses a um ano de prisão. Outra importante questão é a educação. Se as crianças e os adolescentes forem bem educados e conscientizados com lições de cidadania e patrimônio público certamente a quantidade dessas ações será reduzida.





