Mais um indicador de que a economia não vai bem foi divulgado ontem. O IBC-Br, índice do Banco Central que mede a atividade industrial, recuou 0,26% em outubro na comparação com setembro (já descontados efeitos sazonais, como número de dias úteis). Em setembro havia subido 0,26% com relação a agosto. O IBC-Br é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse novo resultado aponta queda de 0,12% da atividade nos dez primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2013.
O índice mostra claramente a dificuldade do País em se recuperar de forma mais consistente. Depois de um ano ruim, de queda nos principais indicadores econômicos, não há sinais de melhora. Projeções feitas pelo mercado financeiro apontam para um resultado de 0,69% em 2015. É ruim porque demonstra a falta de confiança na recuperação da economia. Com isso, a cadeia produtiva deixa de fazer investimentos – tanto no aumento da produção como em contratações de trabalhadores –, o que pode indicar a manutenção de um ciclo negativo.
Somado a esse cenário, ainda há a inflação. Ontem o Banco Central admitiu que os preços vão continuar em alta no próximo ano, puxados principalmente pelas tarifas controladas (combustíveis, energia elétrica, entre outras). Conforme a declaração, a autoridade monetária teria como atingir o centro da meta – que é de 4,5% - apenas em 2016. Ainda há a produção industrial em queda e balança comercial deficitária.
Se os indicadores apontam para um cenário negativo também em 2015, por enquanto também não há indicativos de melhora. Embora a presidente Dilma Rousseff (PT) já tenha anunciado a equipe econômica que fará parte do próximo governo, por enquanto nenhuma medida veio a público. É importante que a sociedade pressione por mudanças na política. A nova classe média não dá sinais de que manterá o atual nível de consumo até mesmo porque o endividamento está alto. O País precisa buscar novas alternativas para escapar de uma recessão.

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