PIB e política de desonerações
O baixo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) que no primeiro trimestre cresceu apenas 1,9% - deve levar o Brasil a ter um baixo crescimento neste ano. O desempenho decepcionou economistas, que estimavam um maior nível de atividade econômica. Projeções iniciais chegavam a indicar um crescimento de até 4% do PIB para este ano, no entanto, agora caíram para a casa dos 2%.
Claramente, o resultado mostra que a crise internacional continua afetando a economia nacional, principalmente a indústria que apresentou retração no período. Além disso, a atual e única política do governo baseada no consumo parece dar sinais de esgotamento. Esse modelo (de desonerações tributárias e fiscais para setores específicos da economia) tem sido adotado desde o início da crise econômica. Também ajudaram a enfrentar esse período a maior disponibilidade de crédito à população. O resultado foi bom: manteve a indústria aquecida, elevou a taxa de empregos formais e estabilizou a renda da população.
No entanto, a conta está chegando. Mesmo com baixo crescimento, a inflação tem apresentado crescimento, assim como a taxa de endividamento das famílias. Já é passado o momento de rever essa política de desonerações cujo efeito está apenas no curto prazo. O Brasil precisa desenvolver um planejamento com foco no crescimento sustentável e a longo prazo. É difícil porque é necessária a formação de uma nova cultura e o exemplo deve começar pelo próprio governo: reforma tributária, menos gastos e investimentos em infraestrutura. O custo-Brasil precisa ser reduzido para melhorar a competitividade dos produtos nacionais.
Enquanto tudo isso não acontece, as expectativas de um desempenho melhor são projetadas para o final deste ano, quando devem chegar novos investimentos para as obras da Copa do Mundo e dos portos. São importantes, mas não podem ser as únicas ações desenvolvidas para manter o crescimento econômico.





