Os dados mais recentes do PIB (Produto Interno Bruto) do Paraná, apresentados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), indicam um desempenho econômico consistente ao longo de 2025. O crescimento de 2,9% no acumulado dos três primeiros trimestres ficou acima da média nacional de 2,4% e reforça o dinamismo da economia paranaense.

O resultado ganha relevo especialmente pela composição setorial. A agropecuária continua a exercer um papel importante na economia do Estado, apresentando uma expansão expressiva de 12,8%. Em valores absolutos, contudo, permanece evidente o peso das atividades terciárias e industriais na geração de riqueza, o que aponta para uma estrutura econômica relativamente diversificada, ainda que dependente do desempenho do setor primário em determinados ciclos. O crescimento dos serviços ficou em 2,4% e da indústria, 0,3%.

Em valores monetários, o setor primário paranaense gerou R$ 72 bilhões, enquanto as atividades industriais e de serviços foram responsáveis por R$ 139 bilhões e R$ 308 bilhões, respectivamente, no período de janeiro a setembro deste ano.

No cômputo geral, incluindo os impostos, o PIB do Paraná alcançou R$ 585 bilhões no acumulado dos nove primeiros meses de 2025, subindo para R$ 762 bilhões quando é considerado um período exato de 12 meses (de outubro de 2024 a setembro de 2025). Esse último valor corresponde a 6,1% do total nacional, acima, por exemplo, da participação de 5,6% do Estado na população brasileira, o que é indicativo do maior adensamento econômico do Paraná - aspecto que sugere ganhos de produtividade e maior capacidade de geração de valor.

Autoridades estaduais, como Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, e Ulisses Maia, secretário do Planejamento do Estado, atribuem os resultados à combinação de investimentos públicos em infraestrutura e à atração de capital privado. Essa estratégia, ao que indicam os dados, tem produzido efeitos positivos. O desafio, no entanto, será manter esse ritmo de crescimento de forma sustentável, reduzindo a vulnerabilidade a choques climáticos, ampliando a competitividade industrial e garantindo que os benefícios do avanço econômico se traduzam em melhoria contínua das condições sociais.

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