Curitiba Nem a força do agronegócio nem o processo de industrialização deram fôlego para a economia do Paraná aumentar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2000. A contribuição do Estado caiu para o mesmo patamar de 1987.
Em 2000, o PIB paranaense subiu 4,9%, acima da média nacional, que foi de 4,3%. Com o novo índice, o Estado conseguiu participação de 5,99% no PIB nacional. Mas em 1999 a participação era de 6,34%, o que representa uma retração de 5,5%. O Paraná ficou em quinto lugar entre os Estados, contrariando expectativa de que seria o quarto, por causa da industrialização. Na década de 90, a performance do PIB paranaense havia sido sempre crescente. O desempenho de 2000 é semelhante ao de 1987, quando o índice atingiu 5,97%.
O setor que liderou a economia paranaense em 2000 foi a indústria. A produção industrial aumentou a participação no total de riquezas geradas de 21,3% em 1999 para 23,9% no ano seguinte, quando o PIB estadual atingiu R$ 65,9 bilhões. A renda per capita paranaense naquele ano foi de R$ 6.882,00, 5,6% superior ao registrado em 1999.
De acordo com o IBGE, a maioria dos estados que teve crescimento no PIB foram impulsionados pela agroindústria, ponto forte do Paraná. Segundo o coordenador de contas regionais do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilson Volaco, o ano de 2000 não foi muito bom para o Estado. ''Alguns segmentos, como a agricultura e a produção de energia elétrica, não tiveram bom desempenho'', avaliou.
A principal causa do ''esfriamento'' da economia paranaense naquele ano foi o aumento do preço dos insumos, explicou Volaco. ''Ficou muito caro produzir no Paraná'', sintetizou. Segundo ele, considerando toda a economia do Paraná em 2000, os preços de produção aumentaram 8%, e os dos insumos, 19%.

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